- O parlamento suíço aprovou um plano governamental para construir novas centrais nucleares, revogando a proibição de 2018 e abrindo caminho a um referendo.
- O governo afirma que a autorização só pode ocorrer se o financiamento estiver assegurado, mantendo a opção nuclear para o abastecimento a longo prazo.
- Um referendo deverá decorrer mediante a recolha de 50.000 assinaturas válidas em 100 dias; a coligação de grupos planeia lançá-lo.
- A Lei visa assegurar eletricidade com baixas emissões de carbono para atingir emissões líquidas nulas até 2050, destacando também riscos de escassez devido a acontecimentos globais e à dependência de importações.
- Atualmente, a Suíça opera quatro reatores: Beznau I (em funcionamento desde 1969; fim previsto em 2033), Beznau II (desde 1971; fim previsto em 2032), Gosgen (1979) e Leibstadt (1984).
O parlamento suíço aprovou, na quinta-feira, um plano governamental para permitir a construção de novas centrais nucleares. A decisão revoga a proibição de 2018 e coloca a Suíça no caminho para um referendo. O objetivo é assegurar o abastecimento energético a longo prazo.
O ministro da Energia, Albert Rosti, disse durante o debate que manter a opção nuclear aberta é essencial para o fornecimento estável. As duas casas ressalvaram que qualquer autorização depende de financiamento garantido.
Uma ampla coligação de grupos pretende lançar o referendo. A presidente dos Verdes, Lisa Mazzone, afirmou que a votação no parlamento quebra o ritmo das energias renováveis e da soberania energética. A recolha de assinaturas exige 50.000 válidas em 100 dias.
Processo de referendo e assinaturas
O governo sustenta que permitir novas centrais criaria uma apólice de seguro para o abastecimento elétrico, caso renováveis falhem. Ajustes ambientais e metas de emissões líquidas nulas até 2050 são citados para justificar a medida.
A Suíça mantém quatro reatores em operação. Beznau 1, ativo desde 1969, encerra em 2033; Beznau 2, desde 1971, encerra em 2032. Gosgen (1979) e Leibstadt (1984) completam o conjunto.
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