Em Alta Copa do Mundo futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Trabalhadores solicitam intervenção do Presidente em negócio Galp/Moeve

Comissão de Trabalhadores da Petrogal pede intervenção do Presidente para travar o negócio Galp/Moeve, defendendo a soberania energética e a refinaria de Sines

Reação dos trabalhadores da Petrogal surge após entrevista da ministra do Ambiente
0:00
Carregando...
0:00
  • A Comissão Central de Trabalhadores da Petrogal criticou declarações da ministra do Ambiente sobre o negócio Galp/Moeve, pedindo intervenção do Presidente da República.
  • Alegam que as posições do Governo desvalorizam a importância estratégica da refinaria de Sines para a soberania energética e o desenvolvimento nacional.
  • Questionam argumentos do Governo, afirmando que estas posições não correspondem a uma defesa do interesse nacional e mostram falta de resposta a propostas apresentadas.
  • O acordo entre Galp e Moeve, anunciado a 8 de janeiro, visa integrar negócios de refinação e processamento de petróleo na Península Ibérica, criando plataformas industriais e de mobilidade.
  • Os trabalhadores lembram o encerramento da refinaria do Porto e apelam a ações urgentes para preservar a capacidade de refinação no país, pedindo intervenção do Presidente da República.

A Comissão Central de Trabalhadores da Petrogal (CCT) pediu a intervenção do Presidente da República face ao acordo entre Galp e Moeve, considerado lesivo do interesse nacional. O tema envolve a refinaria de Sines, crucial para a soberania energética e o desenvolvimento económico do país.

A crítica parte de declarações da ministra do Ambiente sobre a operação Galp/Moeve. Em comunicado, a CCT afirmou que as posições da governante falham na defesa de interesses estratégicos e surpreenderam os trabalhadores com um tom otimista sobre o negócio.

Segundo os trabalhadores, as primeiras mensagens da ministra indicaram que o Governo defendia o acordo, ao nível de criação de um grupo de maior escala que poderá aumentar investimento, emprego e competitividade na Península Ibérica.

A CCT acusa o Executivo de desvalorizar a importância da refinaria de Sines e de se demitir de responsabilidades, apresentando propostas a várias entidades, incluindo o primeiro-ministro e a ministra do Ambiente, sem obter resposta.

Em entrevista ao ECO, publicada a 28 de abril, a ministra Maria da Graça Carvalho afirmou que o negócio pode beneficiar o setor energético e a posição da Galp, fortalecendo o conjunto empresarial no cumprimento de objetivos internacionais.

A estrutura representativa reforça a necessidade de manter capacidade de refinação no país, citando o encerramento da refinaria do Porto como exemplo de riscos para a autonomia energética nacional, atribuído a decisões políticas anteriores.

A CCT apelou à intervenção do Presidente da República, António José Seguro, pedindo uma atuação rápida para travar o negócio, alegando “inação” e “silêncio cúmplice” do Governo perante propostas já apresentadas.

O anúncio público de janeiro de 2024, quando a Galp e a Moeve anunciaram a potencial integração de atividades de refinação e processamento na Península Ibérica, manteve-se como marco do que as partes consideram uma reconfiguração profunda do setor.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais