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Guerra no Irão reacende procura por painéis solares nos telhados europeus

Guerra no Irão faz disparar a procura por painéis solares em telhados na Europa, acelerando a transição para armazenamento e menor exposição aos preços da eletricidade

Instalação de painéis solares no telhado de uma casa
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  • A guerra no Irão, iniciada no fim de fevereiro, disparou os preços de petróleo, gás e eletricidade na Europa, aumentando a procura por soluções de energia mais estáveis.
  • A procura por sistemas fotovoltaicos para telhados aumentou em toda a Europa, com empresas de energia renovável na Alemanha, Reino Unido e Países Baixos a relatar elevações significativas nas encomendas.
  • Empresas como Solarhandel24 e Enpal registaram, respectivamente, aumentos de encomendas e vendes acima do previsto, com perspetivas de crescimento para 2026.
  • Os proprietários estão a optar cada vez mais por pacotes completos (painéis, baterias e infraestrutura para veículos elétricos) para armazenar energia excedente em casa.
  • Defensores da energia renovável dizem que a guerra expôs a dependência energética europeia, sugerindo uma mudança estrutural que pode acelerar a transição para renováveis, apesar de a capacidade global de produção ainda superar a procura.

O conflito no Irão acelerou a procura por painéis solares para telhados em toda a Europa. Desde o fim de fevereiro, famílias e empresas procuram reduzir a exposição aos preços da eletricidade, já afectados pela escalada dos custos de energia.

Na Alemanha, Reino Unido e Países Baixos, empresas fornecedoras relatam duplicação da procura por sistemas fotovoltaicos. A Solarhandel24, que vende a retalho grosso, indica vendas líquidas em março acima de 70 milhões de euros, com perspetiva de crescimento em abril.

A Enpal, na Alemanha, reporta encomendas em março 30% acima do ano anterior e espera novo impulso em abril, com forte contributo para instalações de telhados. A liderança classifica o movimento como prova de resiliência europeia na geração de energia.

Armazenamento caseiro

Executivos indicam que proprietários optam cada vez mais por soluções integradas com baterias e estoques para viabilizar energia excedente, incluindo viaturas elétricas. A procura por tecnologias de armazenamento regista subidas entre 40% e 50%.

A procura dispara ainda mais com a tendência de cerca de 90% dos painéis fornecidos pela China. Especialistas destacam que a procura quase duplicou face ao ano passado, impulsionando o mercado doméstico.

O setor observa que o custo de instalações residenciais permanece entre 10 mil e 20 mil euros. Em mercados como a Alemanha, alterações legislativas podem estimular a adoção de renováveis nos telhados.

Mudança estrutural?

Analistas apontam que o crescimento atual não cria, mas acelera uma mudança estrutural já existente. Vendas de abril de divisões solares das empresas avaliadas atingem valores muito superiores a 2023.

Por outro lado, fabricantes chineses sublinham que o aumento não deverá reduzir o excesso de capacidade global. A China detém capacidade suficiente para satisfazer quase o dobro da procura prevista para 2026.

Especialistas destacam que choques geopolíticos podem alterar rapidamente o valor das energias renováveis. A experiência reforça a importância de fontes descentralizadas na estratégia energética europeia.

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