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Mundo enfrenta grande desafio energético e económico

Agência Internacional de Energia alerta para grave crise energética e económica global, com a guerra no Médio Oriente a perturbar petróleo, gás e abastecimento

Fatih Birol, diretor da Agência Internacional de Energia (AIE)
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  • Fatih Birol, diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), afirma que o mundo enfrenta o maior desafio energético e económico da história, agravado pela guerra no Médio Oriente.
  • Alega que os mercados de petróleo e gás vão enfrentar graves dificuldades, com impactos no abastecimento de fertilizantes e de produtos petroquímicos.
  • O preço do petróleo Brent atingiu 126 dólares por barril no início da manhã, o valor mais alto desde 2022, depois de subir mais de seis por cento em relação ao dia anterior.
  • Birol destaca a importância da eletrificação para os objetivos climáticos e menciona que a produção de energia em centrais nucleares atingiu um máximo histórico no ano passado.
  • Refere que as emissões associadas à energia cresceram ao ritmo mais lento desde a covid-19, citando o peso das renováveis em 2025, o aumento de veículos elétricos (especialmente no sudeste asiático) e o papel da energia nuclear.

O mundo enfrenta um grande desafio a nível energético e económico, segundo o diretor da Agência Internacional de Energia (AIE). A observação surge numa altura em que a guerra no Médio Oriente perturba os circuitos energéticos globais e aproxima a economia mundial de tensões.

Birol alerta para a gravidade da crise, dizendo que o que está a acontecer traduz-se em grandes dificuldades para os mercados do gás e do petróleo, com efeitos secundários no abastecimento de fertilizantes e de produtos petroquímicos.

O preço do petróleo Brent atingiu 126 dólares por barril no início da sessão, o nível mais alto desde 2022, após uma subida superior a 6% face ao dia anterior. Este cenário intensifica a pressão sobre governos e produtores.

Contexto económico e transição energética

O responsável da AIE destacou o desafio económico associado a este contexto de instabilidade no Médio Oriente. Em paralelo, apontou para a importância da eletrificação como forma de mitigar impactos e cumprir metas climáticas.

Birol referiu que as emissões ligadas à energia cresceram a ritmo mais lento desde a pandemia, citando o aumento de 75% das novas capacidades elétricas inauguradas em 2025, maioritariamente renováveis. O papel da energia nuclear também ganhou relevância.

Ainda segundo o dirigente, estas tendências refletem uma mudança estrutural na economia, com a eletrificação a ganhar terreno face a economias dependentes de combustíveis fósseis.

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