- Venezuela e Colômbia assinam acordo para restabelecer a ligação de energia elétrica entre os dois países, assinado pela Corpoelec e pelo IPSE.
- O anúncio surge quatro dias depois de os chefes de Estado dos dois países terem discutido a matéria.
- A Presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, e o Presidente colombiano, Gustavo Petro, comprometeram-se com a integração dos sectores de energia eléctrica e gás.
- A interligação elétrica ocorrerá na região ocidental da Venezuela, na fronteira com a Colômbia, citando impactos causados por sanções que afetaram peças e manutenção.
- Além da energia, foi anunciada cooperação militar para combater o crime organizado na fronteira, incluindo ações contra atividades ilícitas como cocaína, ouro e tráfico de pessoas.
O Governo da Venezuela e o da Colômbia assinaram um acordo para restabelecer a ligação de energia elétrica entre os dois países. A confirmação foi feita pelo Ministério da Energia Elétrica da Venezuela na manhã de hoje.
O acordo foi assinado pela Corpoelec, a empresa estatal de eletricidade venezuelana, e pelo IPSE, instituição colombiana de planeamento e promoção de soluções energéticas para zonas não interligadas. A informação foi divulgada nas redes sociais do Ministério.
O anúncio surge quatro dias depois de uma reunião entre os chefes de Estado dos dois países, na qual se discutiu a integração energética e de gás. A presidência interina venezuelana destacou a cooperação como base de soberania energética.
A presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, e o presidente colombiano, Gustavo Petro, haviam garantido que a interligação elétrica na região oeste da fronteira era um objetivo, associando-a a melhorias de desinvestimento e manutenção do sistema elétrico.
Rodríguez indicou que a interligação elétrica está próxima de conclusão, com a possibilidade de também avançar a interligação de gás, sem detalhar cronologias ou financiamentos. As sanções têm afetado o fornecimento de peças sobresselentes.
A Venezuela enfrenta falhas constantes de energia, especialmente em zonas afastadas de Caracas, enquanto o Governo atribui parte da responsabilidade à oposição. As instalações do setor mantêm supervisão militar em algumas áreas.
Cooperação entre energia e segurança
Durante o mesmo anúncio, Caracas e Bogotá anunciaram cooperação militar para combate ao crime organizado. Os dois governaos disseram que vão trabalhar de forma coordenada para reduzir atividades ilícitas na fronteira, incluindo tráfico de droga, ouro e pessoas.
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