- A produção de energia limpa cresceu 887 terawatts-hora em 2025, superando o aumento global da procura de eletricidade, que foi de 849 terawatts-hora.
- As renováveis passaram a representar mais de um terço do mix elétrico mundial pela primeira vez, chegando a 10.730 terawatts-hora, com um aumento de 33,8 %.
- A energia solar avançou 30 % em 2025, respondendo sozinha por três quartos do aumento líquido da procura; no conjunto com a eólica, cobriram 99 % desse acréscimo.
- A produção a partir de combustíveis fósseis quase estagnou, caindo cerca de 0,2 % (38 terawatts-hora); a capacidade de armazenamento por baterias cresceu 46 % em 2025, com custos a descerem 45 % no ano.
- China e Índia reduziram produção fóssil (China −0,9 %; Índia −3,3 %), enquanto os EUA e a Europa aumentaram a solar em 85 e 60 terawatts-hora, respectivamente, mantendo a transição para renováveis em curso.
O relatório do think tank Ember mostra que a produção de eletricidade a partir de fontes renováveis ultrapassou pela primeira vez o crescimento da procura mundial de eletricidade em 2025. A produção limpa aumentou 887 terawatts-hora, enquanto a procura global subiu 849 terawatts-hora.
A solar teve um impulso recorde, especialmente na China e na Índia, tornando-se a principal motor deste avanço. Juntamente com a energia eólica, cobriu 99% do aumento líquido da procura mundial de eletricidade no ano passado.
A quota global de renováveis chegou a 33,8% do mix elétrico, totalizando 10 730 terawatts-hora. A produção a carvão registou a primeira queda de um terço da geração mundial desde o início do século, recuando 0,6%.
No âmbito regional, a China liderou o progresso em solar e também contribuiu para o maior crescimento da eólica. A Índia apresentou aumentos recordes em solar e eólica, com desempenho notável na hidroeletricidade. Nos EUA e na Europa, o ganho de solar foi superior ao progressivo uso de fósseis.
Evolução da tecnologia e custos
O armazenamento por baterias acompanhou o ritmo da solar, com uma queda de 45% nos custos e uma subida de 46% na capacidade instalada em 2025. A Ember calcula que se instalou capacidade suficiente para deslocar 14% da produção solar para fora do período de maior insolação.
Apesar do subida da procura de eletricidade associada a veículos elétricos e eletrificação industrial, o relatório sustenta que a energia limpa pode responder de forma estrutural ao aumento da procura nos próximos anos e, posteriormente, reduzir o uso de combustíveis fósseis.
Perspetiva geopolítica e nacional
A Casa Branca tem pressionado a indústria para aumentar a produção de carvão, petróleo e gás, segundo o relatório. A Europa, por outro lado, mantém trajetória de redução de fósseis. A análise indica que a transição global continua, mesmo em cenários de tensões energéticas internacionais.
Alexis Abramson, diretora da Climate School, aponta que a energia limpa já é competitiva face ao aumento da procura e pode contribuir para a segurança nacional ao reduzir a dependência externa.
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