- O presidente executivo da Iberdrola afirmou que os áudios e toda a informação da Red Eléctrica de España (REE) sobre o apagão devem ser públicos e solicitou transparência para todas as partes, questionando a imparcialidade do relatório do painel de peritos europeus (Entso-E).
- Em audiência perante a Comissão de Investigação do Congresso dos Deputados, o CEO defendeu ouvir diretamente os operadores de rede para entender o que acontece no dia a dia.
- A Iberdrola informou ter solicitado mais de oito mil registos de conversas e mais de mil emails enviados pela REE à Polícia Nacional na investigação no Tribunal Nacional sobre a hipótese de ciberataque.
- Ruiz-Tagle disse que é essencial compreender o contexto do incidente, à medida que novos relatórios aparecem e aumentam o conhecimento sobre o assunto, defendendo a disponibilização de toda a informação às partes e às autoridades.
- O executivo apontou que a CNMC iniciou procedimentos que identificam responsabilidades, afirmou que o único operador no sistema espanhol é a REE e sugeriu discutir se a REE deve continuar a ser operadora ou proprietária das linhas de transmissão.
O CEO da Iberdrola afirmou que é fundamental tornar públicos os áudios e toda a informação da Red Eléctrica de España (REE) sobre o apagão que afetou a Península Ibérica. O testemunho ocorreu numa audiência da Comissão de Investigação do Congresso dos Deputados.
Segundo o executivo, a disponibilização de dados a todas as partes é essencial para entender o que ocorreu e o contexto envolvido. A Iberdrola também questiona a imparcialidade do relatório do painel de peritos europeus, coordenado pela Entso-E.
Na intervenção, foram discutidas as mais de 8 mil conversas e mil e-mails enviados pela REE à Polícia Nacional no âmbito de uma investigação de ciberataque. A necessidade de ouvir operadores de rede foi apresentada como crucial para clarificar as circunstâncias do incidente.
O CEO mencionou a importância de cumprir a transparência, independentemente de confidencialidade de dados. Também defendeu a partilha de informação com reguladores, Ministério e principais agentes do setor, para uma avaliação completa do episódio.
A audiência abordou ainda a responsabilidade da REE no apagão, com referência a sinais na rede e a suposta atuação do operador. A CNMC é citada como responsável por apontar falhas que possam ter colocado em risco o fornecimento, bem como a necessidade de rever o papel da REE nas linhas de transmissão.
Outros pontos analisados incluem a relação entre gestão de energias síncronas e assíncronas, o impacto da elevada penetração de renováveis e o debate sobre se a REE deve continuar a ser operadora ou proprietária das linhas de transmissão.
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