- O Presidente Lula da Silva anunciou investimentos de 9.000 milhões de reais para ampliar a capacidade de refinação de crude no Brasil, em plena crise energética mundial.
- Destina-se 3.800 milhões de reais para aumentar em 50% o processamento de crude da refinaria Gabriel Passos, no estado de Minas Gerais, com o objetivo de chegar a 240.000 barris diários.
- Lula afirmou que, antes de 2023, a refinaria operava apenas a 60% da sua capacidade, atribuindo o facto às privatizações dos governos anteriores.
- O Governo pretende criar reservas de gasóleo para evitar aumentos de preços em crises energéticas, já que o Brasil importa cerca de 30% desse combustível.
- O Presidente indicou que a resposta à crise incluiu redução de impostos, subsídios ao gasóleo e maior fiscalização para prevenir aumentos especulativos pelas distribuidoras, em contexto de guerra no Médio Oriente e do bloqueio do estreito de Ormuz.
O Brasil anunciou investimentos de 9.000 milhões de reais para ampliar a capacidade de refinação de crude, numa fase de crise energética mundial ligada à guerra no Médio Oriente. O objetivo é reforçar a oferta de combustível e reduzir vulnerabilidades.
Parte do montante, 3.800 milhões de reais, destina-se a aumentar em 50% o processamento da refinaria Gabriel Passos, de Petrobras, localizada em Betim, Minas Gerais, visando atingir 240.000 barris por dia.
O Presidente Lula da Silva mostrou que, antes de 2023, a refinaria operava a apenas 60% da sua capacidade, atribuindo isso a prioridades de privatizações dos governos anteriores. O apelo foi à melhoria da eficácia da infraestrutura.
Investimento e objetivos
As ações visam reforçar a produção doméstica de crude refinado e criar reservas de gasóleo para enfrentar choques de abastecimento. O Governo pretende evitar subidas de preços associadas a crises externas.
Lula declarou ainda que a Petrobras deve formar reservas estratégicas para reduzir a exposição a crises internacionais, incluindo o encerramento do estreito de Ormuz. O Brasil importa cerca de 30% do gasóleo consumido internamente.
O anúncio surge num momento de tensão internacional, com a ofensiva de Estados Unidos e Israel contra o Irão. O Presidente brasileiro reforçou que o Governo reagiu rapidamente a esta conjuntura, com medidas de apoio ao gasóleo e fiscalização de preços.
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