- A Ucrânia aceitou uma inspeção externa ao oleoduto Druzhba, financiada pela União Europeia, para facilitar a possível libertação do empréstimo de 90 mil milhões de euros aprovado em dezembro e vetado pela Hungria.
- A oferta de apoio técnico e financeiro da UE foi recebida pelas autoridades ucranianas, com peritos europeus já disponíveis.
- O objetivo é que a cimeira de líderes da UE, em Bruxelas, possa desbloquear o empréstimo, enquanto Orbán mantém o veto.
- Zelenskyy afirmou que a reabertura do Druzhba é controversa, atribuindo a decisão a ataques russos e destacando que a reparação da estação de bombeamento de Brody levará cerca de um mês e meio.
- A Comissão Europeia ressalva que a reparação é crucial face à volatilidade dos mercados energéticos, com o objetivo de reduzir a dependência de combustíveis fósseis russos até ao fim de 2027.
A Ucrânia aceitou uma inspeção externa ao oleoduto Druzhba, financiada pela União Europeia. A medida surge dias depois de o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, ter classificado a ideia como chantagem. A UE vê a inspeção como possível passo para desbloquear o empréstimo para Kiev.
A Comissão Europeia e o Conselho Europeu anunciaram que a Ucrânia acolheu o apoio técnico e financeiro da UE. Os peritos europeus ficarão disponíveis de imediato para avaliar o estado do Druzhba, que transporta petróleo russo, antes da cimeira de líderes da UE.
A cimeira de quinta-feira foca o veto húngaro ao empréstimo de 90 mil milhões de euros aprovado em dezembro. Viktor Orbán afirma que o oleoduto está operacional e acusa Zelenskyy de impedir o fluxo por motivos políticos antes das eleições húngaras.
Zelenskyy escreveu aos líderes europeus que as acusações de Orbán são infundadas e atribuiu os danos recentes à estação de bombagem de Brody a ataques russos. A reparação deverá durar cerca de 45 dias, condicionada à estabilidade regional.
A UE reforça que a reparação do Druzhba pode ser um caminho para restabelecer o fluxo de petróleo e reduzir vulnerabilidades energéticas associadas a dependências externas. Ambos os lados reconhecem a importância de uma solução sustentável a longo prazo.
Não ficou claro se o acordo de assistência técnica e financeira será suficiente para convencer Budapeste a levantar o veto antes das eleições, marcadas para 12 de abril. Orbán já indicou que o regresso dos fluxos poderia mudar a posição dele.
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