- Espanha vai libertar até 11,5 milhões de barris das reservas de petróleo, no âmbito do acordo da Agência Internacional de Energia para moderar os preços devido à guerra no Médio Oriente.
- O objetivo é reduzir o impacto nos custos dos combustíveis, com a libertação a partir de reservas da indústria e, se necessário, da Corporação de Reservas Estratégicas.
- Na fase inicial, serão libertados perto de quatro milhões de barris (equivalente a quatro dias de consumo) ao longo de quinze dias a contar de 11 de março.
- O acordo global da AIE prevê libertação de 400 milhões de barris no prazo de noventa dias; a agência pode libertar mais reservas estratégicas se for necessário.
- Fatih Birol, diretor executivo da AIE, destacou que a medida teve efeito tranquilizador nos mercados, mas sublinhou que não é solução sustentável e apelou à reabertura do estreito de Ormuz.
A Espanha vai libertar até 11,5 milhões de barris de petróleo das suas reservas, segundo um acordo da Agência Internacional de Energia (AIE). A medida visa conter a subida dos preços dos combustíveis, perante a guerra no Médio Oriente. O anúncio foi feito pelo Governo espanhol.
No total, estes 11,5 milhões correspondem a cerca de 12,3 dias de consumo e a 2,9% das reservas do país, indica o Ministério da Transição Ecológica. A libertação ocorrerá em fases, começando de imediato pela indústria petrolífera.
Na primeira fase, que tem duração de 15 dias a contar de 11 de março, serão libertados quase 4 milhões de barris, equivalente a quatro dias de consumo. Seguir-se-ão libertações faseadas conforme a evolução do cenário.
Contexto internacional
AIE decidiu libertar 400 milhões de barris ao longo de 90 dias, para moderar o impacto da guerra no Médio Oriente. A medida pretende servir de amortecedor temporário, sem solução sustentável a longo prazo, segundo o diretor executivo Fatih Birol.
Birol também destacou a possibilidade de recorrer a reservas adicionais, se necessário, e apelou à reabertura do estreito de Ormuz, via por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Países como Índia e outros apoiam o posicionamento da AIE.
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