- Bélgica e Itália estudam regresso à energia nuclear, enquanto a Espanha continua a defender o abandono gradual da energia nuclear.
- O Banco Europeu de Investimento vai disponibilizar três mil milhões de euros para atenuar o impacto do imposto sobre carbono da União Europeia, somando-se a quatro mil milhões já previstos, perfazendo sete mil milhões até 2028.
- Em 2025 entraram em funcionamento mais de cinquenta centrais a carvão na China, contrariando o aumento de produção de solar e eólica.
- O Reino Unido gastou cerca de €1,6 mil milhões para desligar turbinas eólicas, levantando preocupações sobre o desperdício de investimento na rede eléctrica.
- Em exclusivo, a ministra da Energia de Portugal defende que corrigir distorções de preços no mercado europeu é essencial para reduzir custos da eletricidade em 2026; créditos de transição na UE também são discutidos como caminho para reduzir carvão na Ásia.
A Europa encara uma nova crise energética, com debates sobre o regresso da energia nuclear em alguns países da UE e planos para mitigar o impacto do imposto sobre carbono. Entre as medidas em análise, destacam-se fundos europeus para reduzir custos de eletricidade e investimentos em redes, armazenamento e hidrogénio.
A Bélgica e a Itália exploram planos de retomar a energia nuclear, enquanto a Espanha enfrenta pressão para inverter o abandono nuclear, segundo informações recolhidas pela Euronews. Paralelamente, a UE prepara 7 mil milhões de euros em financiamento para o Clima até 2028.
Novo financiamento para o clima na UE
A Comissão Europeia revelou fundos adicionais de 3 mil milhões de euros para atenuar o impacto do imposto sobre carbono, somando-se a 4 mil milhões já antecipados para o Fundo Social para o Clima. O montante total visa apoiar países da UE.
China investe em carvão apesar de expansão renovável
Em 2025 entraram em funcionamento mais de 50 grandes centrais a carvão na China, contrariamente a uma média inferior a 20 por ano na década anterior. A rápida expansão ocorre apesar do aumento de projetos solares e eólicos.
Reino Unido investiu na desativação de turbinas eólicas
Registou-se o desligamento de turbinas eólicas no Reino Unido, com custos estimados em 1,6 mil milhões de euros. A situação desperta preocupações sobre o equilíbrio entre produção renovável e a capacidade de rede.
Portugal e o debate sobre preços de energia
Numa entrevista exclusiva, a ministra da Energia e do Ambiente de Portugal, Maria da Graça Carvalho, afirma que condições equitativas entre Estados-membros são essenciais para reduzir preços da eletricidade até 2026. O tema insere-se no contexto das distorções de preços no mercado energético da UE.
Créditos de transição e mobilidade eléctrica na UE
Estuda-se a possibilidade de obrigar as empresas a adotarem veículos elétricos até 2030, incluindo potenciais alterações para comerciantes em nome individual. A posição gerou resistência entre alguns eurodeputados.
Portugal na senda da transição energética
Relatórios da Agência Europeia do Ambiente colocam Portugal como exemplo na transição para renováveis, embora prevejam elevados gastos futuros com arrefecimento de habitações. A análise destaca o desempenho na redução de fósseis, mas aponta custos de adaptação.
Investimentos em redes e hidrogénio na UE
A UE revelou um plano de 1,2 mil milhões de euros para renovar a rede elétrica, com oito projetos-chave no âmbito do Pacote das Redes. O objetivo é ampliar o transporte de eletricidade, apoiar armazenamento e desenvolver o hidrogénio.
Espanha reconhece falhas na rede de depois do apagão
O governo espanhol atribui o apagão de abril a falhas na rede e a planeamento deficiente, rejeitando a hipótese de ciberataque. O relatório indica responsabilidades na Red Eléctrica e em operadores privados.
Polónia inaugura parque eólico offshore
A Polónia avança com o seu primeiro parque eólico offshore, no Mar Báltico, marcando uma mudança na dependência de carvão. A Euronews acompanhou de perto a iniciativa, que visa diversificar a matriz energética.
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