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Intenções de von der Leyen reacendem debate sobre energia nuclear na Alemanha

Von der Leyen defende nuclear na UE; na Alemanha, preços da eletricidade sobem e o debate sobre um regresso à energia nuclear ganha impulso entre Verdes e CDU/CSU

Central nuclear de Isar, perto de Landshut, 13 de setembro de 2007
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  • Ursula von der Leyen defendeu a energia nuclear na Cimeira Internacional da Energia Nuclear em Paris, afirmando que pode garantir fornecimento estável a preços acessíveis e sem impacto no clima, e qualificou o abandono da energia nuclear como erro estratégico.
  • Na Alemanha, o abandono da energia nuclear ocorreu após Fukushima, com os últimos reatores encerrados em 2023; o tema divide o debate dentro da coligação CDU/CSU.
  • Os preços da eletricidade na Alemanha permanecem elevados, com 38,4 euros por 100 kWh no primeiro semestre de 2025, acima da média da União Europeia.
  • O economista Daniel Stelter sustenta que seria sensato regressar à energia nuclear, enquanto os Verdes chamam a medida de erro estratégico e defendem acelerar as renováveis.
  • A União Europeia aposta em centrais de energia nuclear de nova geração e em centrais mini-nucleares até 2030, alinhando-se com a posição de von der Leyen apesar do ceticismo de Merkel, Merz e Schneider.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu publicamente a energia nuclear na Cimeira Internacional da Energia Nuclear em Paris. Diz que a energia nuclear pode assegurar o fornecimento de eletricidade a preços estáveis, com impacto climatico nulo ou reduzido.

Na retrospectiva, Von der Leyen descreveu o abandono da energia nuclear na Alemanha como um erro estratégico. Lembra que, noutros tempos, a Alemanha planeava manter a energia nuclear como parte do mix energético.

Durante o mandato como ministra do Trabalho e dos Assuntos Sociais, Von der Leyen teve papel-chave no fim gradual da energia nuclear na Alemanha, sob a anterior coligação CDU/CSU. Os últimos reatores foram encerrados em 2023.

Reacções políticas na Alemanha

A líder verde Katrin Göring-Eckardt criticou a ideia de renascer nuclear, dizendo que é caro, lento e arriscado, com questões de resíduos ainda por resolver. Pretende acelerar apenas com energias renováveis para a soberania energética.

O chanceler Friedrich Merz (CDU) mantém ceticismo e afirmou que a decisão de abandonar a energia nuclear é irreversível. O ministro do Ambiente, Carsten Schneider (SPD), também é crítico da ideia de reviver a energia nuclear na Alemanha.

Contexto europeu e económico

A Alemanha abriu-se a dependência energética da Rússia após o abandono nuclear e, com a invasão da Ucrânia, os fornecimentos foram fortemente reduzidos. No primeiro semestre de 2025, o preço da eletricidade para famílias chegou a 38,4 euros por 100 kWh, acima da média da UE.

Especialistas ouvidos pela Euronews apontam que os custos elevados são um peso para famílias e indústria alemãs, sugerindo que a combinação entre renováveis e nuclear pode trazer poupanças a longo prazo.

Perspetivas e debates tecnológicos

A Comissão Europeia defende o papel da energia nuclear, incluindo futuros projetos de centrais de nova geração e centrais mini-nucleares para apoio flexível às instalações existentes. A ideia é ter soluções até 2030 para reforçar o mix energético europeu.

Entre investigadores, há quem sustente que a energia nuclear pode ser mais rentável do que as renováveis sob condições específicas. Outras vozes, como ativistas, alertam para custos, riscos e gestão de resíduos.

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