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Comissário da Energia pede mais medidas perante subida dos preços no Irão

Comissário da Energia pede aos Estados-membros redução imediata de impostos sobre a eletricidade para diminuir faturas, diante da escalada de preços causada pela crise no Irão

Dan Jørgensen, Comissário Europeu para a Energia e a Habitação
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  • O Comissário para a Energia, Dan Jørgensen, disse que ainda há muito a fazer para atenuar o aumento dos preços da eletricidade e do gás, apelando aos Estados-membros para reduzirem já os impostos sobre a eletricidade.
  • Os líderes da UE vão pedir à Comissão propostas específicas e rápidas para implementar a curto prazo, numa cimeira em Bruxelas na próxima semana.
  • Um documento interno indica que os chefes vão solicitar uma revisão do texto do mercado de carbono da UE (Sistema de Comércio de Emissões) até julho de 2026.
  • O contexto macro envolve o Irão e a escalada no Golfo, com o petróleo a chegar a 100 dólares por barril; os EUA discutem operações no Estreito de Ormuz e o G7 está marcada uma reunião para debater consequências energéticas.
  • A Agência Internacional de Energia planeia libertar entre 300 e 400 milhões de barris de reservas estratégicas; a UE mantém posição de não aliviar sanções à energia russa, apesar de pedidos de alguns países.

O comissário europeu para a Energia, Dan Jørgensen, pediu que Bruxelas implemente mais medidas para reduzir o aumento dos preços da eletricidade e do gás, agravados pela instabilidade no Médio Oriente. O apelo surge numa altura em que o bloco é pressionado a encontrar uma resposta rápida.

Jørgensen explicou numa entrevista à Euronews que ainda há muito a fazer para mitigar a escalada dos custos energéticos. Defendeu que reduzir impostos sobre a eletricidade é uma forma rápida de baixar as faturas, beneficiando famílias e a competitividade industrial.

Os líderes da UE vão exigir à Comissão propostas concretas para implementação rápida, numa cimeira em Bruxelas na próxima semana. A reunião antecede uma revisão prevista do mercado de carbono da UE, que deve ficar concluída até julho de 2026.

De acordo com documentos internos, a UE pode considerar um novo texto revisto do Sistema de Comércio de Emissões. Jørgensen indicou que a resposta de curto prazo não impede uma transição energética de longo prazo.

A volatilidade atual no setor está relacionada com ataques no Irão a países do Golfo e à infraestrutura de petróleo. O preço do petróleo subiu de forma significativa no início da semana, atingindo valores elevados.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, avisou que, caso o Irão amplie ações no Estreito de Ormuz, poderão ocorrer consequências militares sem precedentes. Planos para escoltar navios-tanque também foram anunciados, sem detalhes claros.

Fontes indicam que a Agência Internacional de Energia prepara libertar entre 300 e 400 milhões de barris de reservas estratégicas. A medida visa estabilizar o mercado, numa intervenção de grande escala pela primeira vez desde a crise de 2022.

Jørgensen participa numa reunião de ministros da Energia do G7, onde se discute o impacto geoeconómico da guerra e as medidas para conter a volatilidade dos preços. O comissário reiterou que a UE não avalia aliviar sanções sobre a energia russa.

A UE mantém a posição de não abrir mão de fontes energéticas russas, sublinhou o comissário. A posição europeia permanece inalterada face a pressões externas.

As informações foram recolhidas na entrevista à Euronews e em documentos internos citados pela imprensa. A Comissão ainda não divulgou propostas oficiais para este momento.

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