- Alemanha e Japão anunciaram libertar parte das respetivas reservas de petróleo, após pedido da Agência Internacional de Energia para libertar 400 milhões de barris no mercado.
- O objetivo é atenuar a subida dos preços da energia associada ao conflito com o Irão; o Japão informou que começará a libertar reservas a partir de segunda-feira.
- O G7, que inclui Alemanha, Japão e outros países, discutiu a libertação coordenada, pedindo à AIE que avaliasse opções e apresentasse um plano.
- A libertação será formalizada pela AIE, que convocou uma reunião extraordinária dos seus 32 membros para decidir os próximos passos, com decisão esperada até quarta-feira.
- O Brent mantinha-se significativamente acima dos níveis pré-conflito, refletindo a pressão contínua no mercado de energia global.
A Alemanha e a Áustria anunciaram a libertação de parte das suas reservas de petróleo, após um pedido da Agência Internacional da Energia (AIE) para libertar 400 milhões de barris, com o objetivo de atenuar o aumento dos preços provocados pela guerra com o Irão. O Japão também informou que começará a libertar parte das suas reservas a partir de segunda-feira.
O anúncio ocorre no contexto de uma reunião extraordinária do G7, grupo que reúne Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Canadá e Japão, para responder à escalada de custos de energia. O G7 pediu à AIE uma avaliação e opções para uma libertação coordenada das reservas estratégicas.
A AIE convocou uma reunião de 32 países membros para decidir se avançava com a medida. O resultado dessa reunião deverá sair na quarta-feira, com a proposta de libertar 400 milhões de barris. O objetivo é colocar mais crude no mercado global.
Papel do G7 e da AIE
O G7 orientou a possível ação, definindo diretrizes para uma libertação coordenada. A AIE, por sua vez, fica responsável pela aprovação formal e pela coordenação prática de disponibilizar o petróleo. As reservas públicas de emergência da AIE totalizam mais de 1,2 mil milhões de barris, com mais 600 milhões de barris em reservas industriais.
Na terça-feira, ministros da Energia do G7 apoiaram a implementação de medidas proativas, abrindo caminho à resposta prevista para quarta-feira, a partir de Berlim e Viena. A libertação pretende aliviar a pressão sobre os preços globais da energia.
Impacto e contexto regional
O Irão intensifica ataques a navios comerciais no Golfo Pérsico, numa tentativa de fortalecimento do controlo sobre a região rica em petróleo. O estreito de Ormuz continua sob pressão, com o tráfego de carga marítima ainda em funcionamento, apesar da ameaça sanitária.
O Brent mantinha-se acima de 20% face aos níveis pré-guerra, apesar de recuar dos picos recentes. Consumidores em todo o mundo sentem já o impacto ao abastecerem os seus veículos, refletindo a volatilidade do mercado.
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