- O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses afirmou que o problema do socorro não está no número de ambulâncias, mas na articulação entre entidades.
- Foi anunciado o reforço curto com duas ambulâncias na margem sul do Tejo e mais cinco viaturas para o INEM, para enfrentar o período de pico de gripes.
- Nunes destacou que a solução depende de coordenação e da rapidez com que os hospitais devolvem as macas às ambulâncias.
- O responsável explicou que a mudança recente no hospital de referência aumenta tempos de transporte, o que agrava a disponibilidade das viaturas.
- A LBP aponta para limitações orçamentais do INEM, sugerindo dois caminhos: aumento do financiamento pelo Ministério da Saúde ou elevação da taxa de seguros de 2,5% para 3% ou 3,5%.
António Nunes, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, afirmou no Fundão que a solução para os constrangimentos no socorro não passa pelo aumento do número de ambulâncias, mas pela melhor articulação entre entidades. O anúncio ocorreu à entrada da primeira reunião do ano do conselho executivo, que foi descentralizada.
No mesmo dia, Nunes informou ter colocado ao serviço mais duas ambulâncias na margem sul do Tejo e disponibilizado ao INEM cinco viaturas para responder ao período crítico do pico de gripes. O reforço pretende cobrir situações não apenas na margem sul, mas também em Lisboa e Vale do Tejo.
Financiamento e coordenação
O líder associativo sublinhou que aumentar o parque de ambulâncias não resolve o problema. As حوالي 1.600 ambulâncias operadas pelos bombeiros no continente devem ser suficientes, desde que haja melhor coordenação e colaboração entre serviços.
Nunes destacou ainda a necessidade de uma rápida tiragem de macas nos hospitais para liberar rapidamente as viaturas, evitando que haja falhas na resposta. Revelou que o hospital de referência já não é o mais próximo, mas aquele que oferece atendimento especializado disponível.
Desafios de tempo e financiamento
Segundo o presidente, em determinadas situações o tempo de transporte pode aumentar significativamente, como de 45 minutos para três horas, gerando novos constrangimentos na disponibilidade de ambulâncias. A LBP alertou para que o INEM receba um financiamento estável, já que o orçamento depende de uma taxa de seguros de 2,5%, considerada insuficiente.
Nunes apresentou duas soluções prováveis: ou o Ministério da Saúde aumenta o financiamento do INEM, ou eleva-se a taxa de seguros para 3% ou 3,5%, visando assegurar um meio de socorro especializado mais robusto.
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