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Mulher morre em Sesimbra após 40 minutos à espera de socorro

Mulher morre em Sesimbra após 40 minutos de espera por ambulância de Carcavelos, a 35 quilómetros, em dispneia que evoluiu para paragem cardiorrespiratória

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Mulher morre em Sesimbra após esperar 40 minutos por socorro. Foi acionada ambulância de Carcavelos
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  • Quarenta minutos de espera por socorro levaram à morte de uma idosa na Quinta do Conde, Sesimbra, nesta quarta-feira à tarde.
  • Foi acionada a ambulância de Carcavelos, que demorou cerca de quarenta minutos a chegar, percorrendo cerca de trinta e cinco quilómetros.
  • O alerta foi dado por volta das 14h00 e, às 14h40, a vítima encontrava-se em paragem cardiorrespiratória.
  • Os Bombeiros de Carcavelos sublinham que a distância condicionou o tempo de chegada e que, em situação de paragem cardiorrespiratória, cada minuto é determinante para a sobrevivência.
  • Este é o segundo caso em vinte e quatro horas de mortes de idosos por falta de socorro rápido; no Seixal, um homem de setenta e oito anos faleceu após quase três horas de espera; o INEM afirma que não havia ambulâncias disponíveis na Margem Sul; IGAS e Ministério Público já abriram inquérito.

O caso ocorreu nesta quarta-feira à tarde, na Quinta do Conde, em Sesimbra, envolvendo uma idosa que acabou por não resistir após esperar por socorro. A mulher foi encontrada com maior gravidade por dispneia e entrou em paragem cardiorrespiratória quando a equipa médica chegou ao local, cerca de 40 minutos depois de ter sido acionada.

Segundo os bombeiros, a ambulância de Carcavelos foi acionada e percorreu cerca de 35 quilómetros para chegar ao local. A chegada ocorreu às 14h40, após o alerta feito às 14h, e a equipa diplomava manter manobras de reanimação dentro do possível, mas sem sucesso.

Detalhes do episódio e contexto

A distância entre as localidades, aliada ao retardo na chegada, foi apontada pelos bombeiros como determinante para o desfecho. Em situações de PCR, cada minuto sem manobras de reanimação reduz as hipóteses de sobrevivência.

Este volume de atraso em respostas de emergência preocupa entidades oficiais. Em 24 horas, registou-se outro caso semelhante no Seixal, onde um homem de 78 anos morreu após quase três horas de espera pelo apoio do INEM.

Investigação e desdobramentos

A IGAS e o Ministério Público já abriram um inquérito para apurar a morte do idoso do Seixal. O caso atual é acompanhado pelas autoridades competentes, que devem apurar as causas do atraso e as eventuais falhas no dispositivo de resposta de emergência.

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