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Renault planeia deixar de vender carros a combustão na Europa até 2030

Renault visa eliminar veículos de combustão na Europa até 2030, atingindo 100% de eletrificados na Europa e 50% fora, com nova plataforma desenvolvida com Google

Um homem tira uma fotografia de um Renault R4 E-TECH no Salão Automóvel de Paris, em Paris, na segunda-feira, 14 de outubro de 2024.
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  • A Renault pretende deixar de vender veículos com motor de combustão interna na Europa até 2030 e desenvolver uma nova plataforma eléctrica em parceria com a Google.
  • Em 2023, cerca de quarenta por cento das vendas na Europa ainda eram movidas por motores de combustão; a meta passa a incluir cem por cento de veículos eletrificados na Europa e cinquenta por cento fora, até 2030, incluindo híbridos.
  • A empresa quer vender dois milhões de veículos por ano até 2030, com vinte e dois modelos novos na Europa (dezasseis elétricos) e catorze nos mercados internacionais; a Dacia deverá eletrificar dois terços das suas vendas.
  • Vai manter a produção na Europa e, após 2030, continuar a lançar modelos híbridos, mesmo com a flexibilização da Europa para 2035 na eletrificação.
  • A nova plataforma eléctrica será codesenvolvida com a Google, baseada no Android, com 90 por cento das funções atualizáveis remotamente e carregamento ultrarrápido em dez minutos.

Renault revelou, durante a apresentação do plano estratégico 2026-2030, a intenção de deixar de vender veículos com motor de combustão na Europa até 2030. A ambição inclui desenvolver a nova plataforma para veículos elétricos em parceria com a Google.

O grupo estima vender mais de 2 milhões de veículos de marca por ano até 2030, com 100% das vendas na Europa a eletrificados e 50% fora do continente. Em 2023, cerca de 40% dos modelos vendidos na Europa eram movidos apenas por combustão interna.

A estratégia elétrica foi ajustada para incluir híbridos, mantendo a produção de modelos com motor de combustão na Europa após 2030. A decisão surge num contexto de metas da UE que foram flexibilizadas para 2035, abrindo espaço aos híbridos.

Plataforma elétrica com Google

A Renault quer conceber e produzir na Europa produtos de referência em atratividade, tecnologia e competitividade, segundo o presidente do Conselho de Administração, François Provost. O grupo prevê 22 novos modelos na Europa, sendo 16 elétricos, e 14 nos mercados internacionais.

A nova plataforma para veículos elétricos será co-desenvolvida com a Google, baseada no Android, com o objetivo de permitir 90% das funções atualizáveis remotamente. A empresa também aponta carregamento ultrarrápido em apenas 10 minutos.

A Dacia deve acelerar a eletrificação, com dois terços das suas vendas até 2030 e quatro modelos elétricos na gama, contra um atualmente. A Renault mantém a meta de margem operacional entre 5% e 7%, apesar de deterioração prevista nos EVs.

Perspetivas de mercado e competição

As decisões da Renault contrastam com a estratégia da Stellantis, que recentemente revelou uma redução significativa no seu negócio de veículos elétricos. Em Portugal, o objetivo é manter a produção elétrica na Europa e ampliar a oferta de híbridos.

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