- A reforma do Ministério da Educação reduziu o mapa de pessoal em 50% e prevê uma poupança anual de 50 milhões de euros.
- Passou de dezoito para sete entidades com serviços mais digitalizados, conforme anunciado pelo ministro Fernando Alexandre em Lisboa.
- A digitalização de tarefas levou à redefinição ou eliminação de atividades que exigiam várias pessoas, indicando maior eficiência na gestão de recursos humanos.
- O objetivo é concluir a reforma até ao final de 2027 e criar um sistema de informação para contabilizar com exatidão o número de alunos sem professor.
- O ministro rejeitou a ideia de reduzir a ponderação dos exames para alunos sem aulas, defendendo a igualdade dos instrumentos de avaliação.
A reforma do Ministério da Educação reduziu o mapa de pessoal de 18 para sete entidades com serviços mais digitalizados, gerando uma poupança anual de 50 milhões de euros, segundo o ministro. A afirmação foi feita na sessão de abertura da conferência sobre reprogramar o trabalho, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
O ministro da Educação, Ciência e Inovação participou no evento, seguindo intervenções anteriores sobre o tema. A reforma centraliza a gestão escolar e aposta na digitalização para tornar a administração mais eficiente.
Aprofundamento da remodelação e metas
O governante afirmou que a reforma é profunda em todas as dimensões e que a digitalização permitirá optimizar a gestão de recursos humanos. A redução do mapa de pessoal ocorre pela automação de tarefas antes realizadas por várias pessoas.
O objetivo é concluir a reestruturação até ao final de 2027. Está a ser desenvolvido um sistema de informação para contabilizar com exatidão o número de alunos sem professor, baseado no preenchimento digital dos sumários das aulas, com entrega prevista antes do próximo ano letivo.
Exames e debate sobre avaliação
Foi também discutida a compatibilidade de uma proposta da ANDAEP, que sugeriu que os exames de alunos sem aula tivessem menos peso na nota final. O ministro afirmou que manter a igualdade de avaliação é essencial para o caráter dos exames nacionais.
O debate envolveu ainda a importância de evitar discriminações e manter padrões uniformes de avaliação, numa perspetiva de garantir equidade entre estudantes.
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