- A APCS pediu ao ministro da Educação que apoie a criação de Equipas de Intervenção em Sobredotação (EIS) nos agrupamentos escolares de Portugal.
- A ideia é formar equipas com psicólogo disponível e professores de várias disciplinas para adaptar o ensino a alunos com altas capacidades.
- Em matemática, um aluno muito à frente pode seguir conteúdo avançado noutra turma; em história, pode ter uma tarefa diferenciada e investigação com biblioteca ou computador, a partilhar depois com a turma.
- Helena Serra, fundadora da APCS, defende que cada agrupamento tenha uma EIS com formação adequada para prevenir tédio, frustração e afastamento dos alunos sobredotados.
- A APCS tem quarenta anos, apoia entre 200 e 300 alunos por ano e conta com cerca de oitenta sócios.
A Associação Portuguesa de Crianças Sobredotadas (APCS) lançou um desafio ao Governo para a criação de Equipas de Intervenção em Sobredotação (EIS) nos agrupamentos escolares de Portugal. A proposta foi apresentada pelo reformador da APCS, no âmbito do 40.º aniversário da instituição, realizado no Porto. A ideia é formar equipas compostas por psicólogo e professores de várias áreas, com formação específica, para apoiar alunos com altas capacidades.
Helena Serra, fundadora da APCS, defendeu que cada agrupamento possa identificar rapidamente um aluno com altas capacidades e enquadrá-lo de forma diferenciada, evitando o tédio e a frustração. Exemplos práticos incluiriam tarefas adicionais em Matemática ou projetos de investigação em História, com partilha de resultados entre turmas.
A dirigente, com 84 anos e quase quatro décadas de experiência com crianças sobredotadas e respetivas famílias, afirmou que o ensino para estas crianças é uma área pouco desenvolvida em Portugal. A APCS aponta que entre 3 a 5% das crianças apresentam capacidades acima da média, o que exige resposta educativa adequada para evitar problemas emocionais no futuro.
Os benefícios das EIS passam pela diferenciação pedagógica diária, com formação contínua para docentes e apoio institucional para replicar o modelo em outros agrupamentos. A associação tem vindo a promover congressos e redes de formação, buscando mudanças a nível oficial.
A APCS, criada no Porto, já apoiou entre 200 a 300 jovens por ano e conta com cerca de 80 sócios. Serra destacou a importância de manter o foco em crianças com elevado potencial e alertou para os riscos de desinvestimento nesta área.
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