Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaispessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Associação de crianças sobredotadas pede equipas de intervenção

APCS exorta o Governo a criar Equipas de Intervenção em Sobredotação em cada agrupamento, com formação docente para evitar tédio e frustração

Se os alunos sobredotados forem estigmatizados, e não forem envolvidos no ensino com programas específicos, vão sentir-se infelizes na escola, destaca associação
0:00
Carregando...
0:00
  • A APCS pediu ao ministro da Educação que apoie a criação de Equipas de Intervenção em Sobredotação (EIS) nos agrupamentos escolares de Portugal.
  • A ideia é formar equipas com psicólogo disponível e professores de várias disciplinas para adaptar o ensino a alunos com altas capacidades.
  • Em matemática, um aluno muito à frente pode seguir conteúdo avançado noutra turma; em história, pode ter uma tarefa diferenciada e investigação com biblioteca ou computador, a partilhar depois com a turma.
  • Helena Serra, fundadora da APCS, defende que cada agrupamento tenha uma EIS com formação adequada para prevenir tédio, frustração e afastamento dos alunos sobredotados.
  • A APCS tem quarenta anos, apoia entre 200 e 300 alunos por ano e conta com cerca de oitenta sócios.

A Associação Portuguesa de Crianças Sobredotadas (APCS) lançou um desafio ao Governo para a criação de Equipas de Intervenção em Sobredotação (EIS) nos agrupamentos escolares de Portugal. A proposta foi apresentada pelo reformador da APCS, no âmbito do 40.º aniversário da instituição, realizado no Porto. A ideia é formar equipas compostas por psicólogo e professores de várias áreas, com formação específica, para apoiar alunos com altas capacidades.

Helena Serra, fundadora da APCS, defendeu que cada agrupamento possa identificar rapidamente um aluno com altas capacidades e enquadrá-lo de forma diferenciada, evitando o tédio e a frustração. Exemplos práticos incluiriam tarefas adicionais em Matemática ou projetos de investigação em História, com partilha de resultados entre turmas.

A dirigente, com 84 anos e quase quatro décadas de experiência com crianças sobredotadas e respetivas famílias, afirmou que o ensino para estas crianças é uma área pouco desenvolvida em Portugal. A APCS aponta que entre 3 a 5% das crianças apresentam capacidades acima da média, o que exige resposta educativa adequada para evitar problemas emocionais no futuro.

Os benefícios das EIS passam pela diferenciação pedagógica diária, com formação contínua para docentes e apoio institucional para replicar o modelo em outros agrupamentos. A associação tem vindo a promover congressos e redes de formação, buscando mudanças a nível oficial.

A APCS, criada no Porto, já apoiou entre 200 a 300 jovens por ano e conta com cerca de 80 sócios. Serra destacou a importância de manter o foco em crianças com elevado potencial e alertou para os riscos de desinvestimento nesta área.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais