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Associação de crianças sobredotadas e escola da Maia apoiam altas capacidades

Projeto Investir na Capacidade, da APCS, atua na Escola Básica e Secundária de Pedrouzos, na Maia, para apoiar alunos com altas capacidades e prevenir abandono escolar

Mário Monteiro tem 8 anos é um craque a geografia
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  • A Associação Portuguesa de Crianças Sobredotadas e a Escola Básica e Secundária de Pedrouços, na Maia, desenvolvem o Projeto Investir na Capacidade (PIC) para potenciar o talento de alunos com altas capacidades.
  • O PIC trabalha crianças que, sem apoio, podem sentir tédio, isolamento e stress, com risco de depressão, automutilação ou ideação suicida; o objetivo é orientá-las desde o 1.º ciclo.
  • Em Portugal, a resposta educativa para altas capacidades não tem legislação específica; o ensino enquadra-se no Decreto-Lei número 54, que regula a educação inclusiva, o que é visto como insuficiente pela APCS.
  • O programa envolve atividades “fora da caixa” em quatro pilares — ciência, humanidades, expressão artística e expressão física motora — e inclui mentoria de alunos mais novos por parte de estudantes mais velhos.
  • A APCS fornece apoio a cerca de 200 a 300 crianças por ano a nível nacional e conta com cerca de 80 sócios.

A APCS (Associação Portuguesa de Crianças Sobredotadas) está a desenvolver um projeto dedicado a alunos com altas capacidades numa escola da Maia, no Porto. O objetivo é evitar o isolamento, o tédio crónico e outras dificuldades associadas à identificação precoce. A iniciativa está inserida no Projeto Investir na Capacidade (PIC).

O PIC trabalha com estudantes que demonstram um rendimento superior à média em várias áreas e promove a aprendizagem em grupo com pares. A proposta foca-se em quatro pilares: ciência, humanidades, expressão artística e expressão física motora. A abordagem é prática e “fora da caixa”.

A escola escolhida para o piloto é a Escola Básica e Secundária de Pedrouzos, na Maia. O projeto inclui atividades que ajudam a manter o interesse e a motivação, reduzindo sentimentos de vazio, stress e ansiedade. A ação visa impedir a desmotivação que pode surgir no início do ensino básico.

Marcela Rios, presidente da direção da APCS, comenta que há ainda falta de legislação específica em Portugal para responder às necessidades destas crianças com elevadas capacidades. A organização defende uma adaptação curricular mais atenta, além de apoio psicopedagógico adequado.

Marcela Rios explica que muitos alunos excelentes até ao sexto ano acabam por recuar, para igualar o padrão dos colegas. O PIC procura evitar esse desfecho ao criar oportunidades de trabalho entre estudantes avançados e os seus pares.

Luís Amorim, 16 anos, participa como mentor de alunos mais novos. Ele relata que, antes do PIC, as matérias eram dominadas rapidamente, e a repetição era desnecessária para ele. Hoje orienta colegas com altas capacidades para favorecer a integração.

Entre os jovens mentorados está Mário Monteiro, 8 anos, que demonstra talento em geografia. O aluno participa em atividades que combinam curiosidade geográfica e uso de ferramentas digitais. O projeto também recorre a conteúdos de IA, como o chat GPT.

Marcela Rios sublinha que alguns benefícios do PIC passam por reduzir o descompasso entre áreas. Alunos com boa lógica ou matemática podem ter dificuldades de motricidade fina, o que afeta disciplinas como educação física ou visual, exigindo abordagens diferenciadas.

Ao longo da última década, a APCS tem verificado um aumento no número de crianças com altas capacidades identificadas, em parte devido à visibilidade criada pelas redes sociais e ao aumento de pedidos de formação por parte de pais.

A APCS trabalha, a nível nacional, com uma média de 200 a 300 crianças por ano e conta com cerca de 80 sócios, mantendo o foco na orientação, apoio e inclusão de alunos com elevadas potencialidades.

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