- Mais de uma centena de profissionais de educação do Agrupamento de Escolas de Vale de Milhaços estão em protesto à porta da escola sede, às 8.30 horas, por melhores condições de trabalho.
- Os docentes exigem a retirada de amianto dos cobertos da Escola Básica de Vale de Milhaços, alegando perigo para a comunidade escolar.
- A falta de assistentes operacionais é apontada como um problema, afectando vigilância, limpeza, manutenção e apoio a alunos com necessidades especiais.
- O protesto também reclama a calendarização de concursos para vincular psicólogos, assistentes sociais e terapeutas da fala, com promessas ainda não cumpridas pelo Ministério da Educação.
- O Agrupamento de Escolas de Vale de Milhaços é composto por dez estabelecimentos de ensino, sediado na Escola Básica de Vale de Milhaços.
Mais de uma centena de profissionais de educação do Agrupamento de Escolas de Vale de Milhaços, em Corroios, Seixal, estavam hoje às 8h30 à porta da escola básica sede, em protesto por condições de trabalho e pela retirada de amianto. O grupo reuniu-se no exterior do recinto escolar, numa ação marcada por plenário junto aos espaços da escola.
Segundo Daniel Martins, do S.T.O.P. – Sindicato de Todos os Profissionais da Educação, o amianto expõe a comunidade escolar a riscos, sobretudo quem trabalha nos corredores e quem ali se refugia. O protesto também denuncia a falta de assistentes operacionais.
O plenário, decidido há cerca de uma semana, aponta para a necessidade de reforço de pessoal nas várias funções, desde vigilância e limpeza até apoio a alunos com necessidades especiais. As faixas do movimento chamam ainda a atenção para a falta de recursos humanos.
Demandas
Reivindica-se a calendarização de concursos para vincular técnicos superiores e especializados, incluindo psicólogos, assistentes sociais e terapeutas da fala, que o Ministério da Educação ainda não definiu. O grupo acusa atrasos e promete manter a mobilização até obter respostas.
A contestação incide ainda sobre alterações previstas no Estatuto da Carreira Docente, que, segundo os trabalhadores, podem tornar o estatuto genérico e afectar direitos específicos dos docentes. A matéria está a ser acompanhada pelos representantes do agrupamento.
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