- O projeto Intgerações junta alunos de 3 a 18 anos a 12 idosas no lar Rainha D. Beatriz, no Porto, e funciona semanalmente desde 2025.
- A iniciativa, dinamizada pelo Agrupamento de Escolas Garcia de Orta, integra o Projeto Educação para a Saúde.
- As atividades incluem dominó para cálculo mental, fazer pulseiras para trabalhar a motricidade dos pulsos e escrever memórias num livro, promovendo leitura.
- O projeto também envolve ler poemas, criar acrósticos com as idosas e recolher memórias para compreender melhor a história de cada idosa.
- A diretora do lar destaca benefícios para as residentes e para os estudantes, com interesse crescente de outras turmas e lares em participar.
O projeto Intgerações, dinamizado pelo Agrupamento de Escolas Garcia de Orta, funciona no lar Rainha D. Beatriz, no Porto, desde 2025. Realiza-se uma vez por semana, integrando o Programa Educação para a Saúde, com foco em aliar aprendizagem escolar a competências sociais.
A iniciativa envolve alunos dos 3 aos 18 anos e procura desenvolver a solidariedade, empatia e respeito pelo próximo, ao mesmo tempo que reforça competências em cada ciclo de ensino. A motivação é tirar proveito do que já aprendem, acrescentando novas atividades.
A atividade prática inclui dominó como apoio ao cálculo mental, confecção de pulseiras para melhorar a motricidade dos pulsos e a escrita de memórias para um livro conjunto. O objetivo é estimular leitura e expressão escrita entre gerações.
Doze idosas participam nas sessões, incluindo algumas em quadro demencial, que demonstram prazer na participação com os jovens. A psicóloga Cláudia Guedes sublinha que a interação é benéfica para ambas as partes.
Nos momentos de leitura em voz alta, alunos do 3.º ano da Escola São João da Foz leram poemas às residentes, seguidos de um acróstico elaborado com a ajuda das idosas. A atividade trabalha memória, imaginação e cooperação.
As pulseiras criadas pelos jovens ajudam a melhorar a destreza manual, numa resposta aos desafios de coordenação que algumas idosas apresentam nos dedos. O trabalho com agulhas é visto como benéfico a médio prazo.
A recolha de memórias dos idosos para o livro partilha histórias de vida, mantendo viva a memória coletiva e promovendo leitura entre as novas gerações. O projeto também funciona como espaço de aprendizagem da escrita.
Desenvolvimento e adesão
A diretora do lar, Maria Inês Santos, acolheu de imediato a proposta, que admite ter potencial para crescer. As atividades distinguem-se do quotidiano do lar, situado na Foz, e amplificam as visitas com crianças.
Ao falar sobre ganhos, a responsável destaca benefícios para os utentes, sobretudo pela alegria gerada nas sessões, apesar de as visitas habituais serem de familiares. O contacto com jovens revela-se especialmente positivo.
Entre os alunos, expressões de gratidão aparecem em relatos de participação: a aprendizagem com as idosas é valorizada pela troca de saberes, incluindo técnicas como o crochê. Os jovens descrevem o ambiente como acolhedor e educativo.
A educadora ressalta o entusiasmo gerado, com listas de espera de turmas interessadas e de outros lares a ponderar uma colaboração semelhante. O balanço inicial aponta para um impacto emocional e cognitivo favorável.
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