- O Tribunal de Leiria condenou seis homens a penas entre sete anos e nove anos e três meses de prisão pelo crime de tráfico de droga agravado, cocaína importada dissimulada em caixas de banana; um deles também foi condenado por detenção de arma proibida.
- Três arguidos ficaram com sete anos de prisão; dois foram condenados a nove anos; o sexto foi sentenciado a nove anos e três meses, mantendo-se o arresto de bens para garantias de pagamento.
- Três arguidos vão ainda pagar ao Estado quase 1,8 milhões de euros por vantagens incongruentes obtidas com a atividade criminosa, com o arresto de bens mantido.
- A cocaína apreendida, cerca de 300 quilogramas, permitia fabricar cerca de 1,2 milhões de doses diárias e tinha valor global aproximado de nove milhões de euros; o traficante pretendia abastecer consumidores fora da operação.
- O crime ocorreu após a chegada de um contentor da Costa Rica, em novembro de 2023, ao Porto de Setúbal, com destino ao Mercado Abastecedor da Região de Lisboa; a droga foi deslocada para as Caldas da Rainha e seria enviada para a Bélgica.
Seis arguidos foram condenados pelo Tribunal de Leiria a penas que variam entre sete anos e três meses e nove anos, pela prática de tráfico de droga agravado. A cocaína, importada e dissimulada em caixas de banana, foi apreendida durante a investigação.
Os arguidos, com idades entre 32 e 54 anos, estavam em prisão preventiva e vão manter-se nessa condição até trânsito em julgado do acórdão. Todos foram absolvidos do crime de associação criminosa de que estavam acusados pelo Ministério Público.
O caso envolve um contentor chegado ao Porto de Setúbal em novembro de 2023, proveniente da Costa Rica, com cocaína escondida entre paletes de bananas. O destino era o MARL, em Lisboa, e depois um armazém nas Caldas da Rainha.
Detalhes do esquema
Em Leiria, três arguidos retiraram as paletes que continham droga e substituiram por outras, para evitar detecção. A droga seguiu num veículo dirigido por outro arguido, com o conhecimento dos restantes.
A cocaína foi levada para um armazém nas Caldas da Rainha, onde seria acondicionada para transporte para a Bélgica. No armazém, dois arguidos criaram compartimentos ocos em toros de madeira para facilitar o transporte sem fiscalização.
Responsabilidade e montantes
O coletivo de juízes considerou provados os passos da operação e a consciência dos arguidos sobre a droga transportada, escondida e carregada. Três dos condenados vão devolver ao Estado quase 1,8 milhões de euros por vantagens ilícitas obtidas com a atividade criminosa, mantendo o arresto de bens.
Contexto e impacto
A droga apreendida totalizava cerca de 300 quilogramas, suficiente para fabricar aproximadamente 1,2 milhões de doses diárias, com valor estimado em nove milhões de euros. O tribunal enfatizou o impacto do tráfico de estupefacientes na sociedade e na criminalidade.
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