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Fundação europeia critica a campanha de André Ventura

Roma Foundation for Europe denuncia campanhas de ódio contra ciganos e exorta líderes a proibir e remover cartazes discriminatórios durante a campanha

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A fundação apela aos partidos políticos europeus para que adotem medidas de autorregulação para excluir a linguagem racista
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  • A Roma Foundation for Europe condenou os cartazes de André Ventura contra a comunidade cigana e pediu aos líderes europeus que combatam a linguagem racista, proibindo e removendo materiais discriminatórios durante a campanha.
  • A organização afirmou que campanhas discriminatórias alimentam o clima de discriminação e hostilidade que os Roma enfrentam diariamente na Europa.
  • Defende que violações baseadas no ódio devem ser punidas com sanções rápidas durante o período de campanha, e que os órgãos de supervisão tenham poderes para agir em tempo real contra publicidade discriminatória.
  • Em Portugal, a fundação aponta preocupações quanto à retórica eleitoral dirigida a minorias e refere dados do Inquérito aos Ciganos 2024 da Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia: 63% dos ciganos portugueses disseram ter sido alvo de discriminação no último ano.
  • O Chega terá colocado novos cartazes em Vila Nova de Milfontes após a remoção judicial dos cartazes anteriores, evento descrito como provocação; a fundação salienta a necessidade de educação sobre a história cigana para combater estereótipos.

A Roma Foundation for Europe condenou os cartazes da campanha de André Ventura, que visavam a comunidade cigana. A organização pediu aos líderes europeus que imponham sanções rápidas contra mensagens discriminatórias durante o período eleitoral. O apelo foi feito esta segunda-feira em relação aos materiais que associam comunidades a ameaças.

A fundação defende que campanhas discriminatórias alimentam o racismo e aumentam a hostilidade que os ciganos enfrentam diariamente. O presidente, Zeljko Jovanovic, pediu que as violações com base no ódio sejam punidas de forma rápida durante a campanha e não apenas depois.

A organização aponta que, na Europa, a violência contra os Roma é frequente e que há discriminação acentuada na educação, habitação, emprego e acesso a serviços públicos. Apela à authorship de supervisão independente para agir em tempo real contra publicidade discriminatória.

Contexto e contexto legal são destacados pela fundação, que refere o caso dos cartazes de Ventura já alvo de remoção judicial. Realça que o Chega continuou a apresentar material similar em Vila Nova de Milfontes, interpretado como provocação.

Portugal é citado pela fundação como cenário de preocupação, com o país entre os que registam discriminação significativa contra ciganos. Dados recentes indicam que 63% dos ciganos portugueses sofreram discriminação no último ano.

A fundação solicita aos partidos europeus que adotem medidas de autorregulação para excluir linguagem racista. Defende ainda educação sobre a história cigana, incluindo o Holocausto cigano, para combater estereótipos.

A associação lembra que a discriminação persiste em Portugal, e reforça que a situação exige respostas rápidas e eficazes durante as campanhas. O objetivo é reduzir a retórica hostil que afeta minorias.

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