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Portugal pagou 1,5 milhões de euros indemnizações a presos desde 2016

Portugal pagou cerca de 1,5 milhões de euros em indemnizações a presos desde 2016, enquanto o TEDH tem mais de 850 queixas pendentes sobre prisões

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Estado português pagou cerca de 1,5 milhões de euros indemnizações a presos desde 2016
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  • O Estado português pagou, nos últimos nove anos, cerca de 1,5 milhões de euros em indemnizações a presos por condições desumanas nas celas.
  • O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos tem mais de 850 queixas pendentes relacionadas com prisões em Portugal, num total de 957 processos.
  • O TEDH analisou 280 queixas nos últimos nove anos, das quais 112 (40%) foram arquivadas sem reconhecimento de razão.
  • Treze das reclamações incluem pedidos de indemnização entre 12 mil e 144 mil euros, com o valor mais elevado pedido por uma mulher detida por homicídio.
  • O caso em curso, no âmbito de um “Case Pilot”, pretende que Portugal encerrar 12 prisões no prazo de um ano e garanta menos de sete metros quadrados de área útil por preso por cela.

Nos últimos nove anos, o Estado português já indemnizou reclusos com cerca de 1,5 milhões de euros devido a condições de prisão consideradas desumanas. O assunto surge no âmbito de queixas apresentadas ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH).

De acordo com o Jornal de Notícias, 13 queixas sustentam a acusação de um “problema sistémico estrutural” nas prisões portuguesas. Em resposta, o TEDH pode exigir, enquanto não houver intervenção eficaz, uma compensação de mil euros por cada mês de detenção em condições inadequadas.

O Ministério da Justiça confirmou ao JN o montante total das indemnizações arbitadas, que envolvem 14 condenações e, em alguns casos, acordos entre o Estado e os queixosos, ou reconhecimentos de razão pelo Portugal, com liquidação unilateral.

Situação no TEDH

O TEDH informou que, nos últimos nove anos, analisou 280 queixas sobre as condições nas cadeias nacionais. Destas, 40% foram arquivadas sem reconhecimento de violação aos presos.

Neste momento, o tribunal aguarda resolução de 854 pedidos de indemnização por condições precárias, correspondentes a 90% dos 957 processos pendentes envolvendo Portugal.

Entre as queixas, 13 pedem compensações que variam entre 12 mil e 144 mil euros, relacionadas com prisões por crimes como tráfico de droga ou furtos. O caso com o valor mais elevado envolve uma mulher presa por homicídio há uma década.

O advogado Vítor Carreto sustenta que estas queixas apontam para um problema sistémico na gestão prisional, alegando tratamento degradante em muitas situações.

Perspetivas processuais

Caso piloto do TEDH, o requestante pleiteia que o Estado feche 12 cadeias no prazo de um ano e implemente medidas para assegurar aos presos espaço mínimo de sete metros quadrados por pessoa na cela, além de mobiliário e casa de banho adequados. Estas peças processuais integram o debate sobre a reforma prisional em Portugal.

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