- A ONG CLIPP confirmou a libertação de 25 presos políticos em Caracas, ocorrida entre a noite de sábado e a madrugada de hoje, com medidas cautelares como comparecimentos aos tribunais a cada 30 dias.
- As libertações decorrem da aprovação de uma Lei de Amnistia, que não beneficia todos os presos considerados políticos.
- Os libertados pertencem à chamada “causa dos 43”, ligada a uma alegada conspiração para cometer atentados no país; na Zona 7 permanece um grupo ligado a esse caso.
- Pelo menos 15 pessoas teriam sido detidas neste caso, segundo o ministro do Interior, Diosdado Cabello, em agosto de 2025, que associou a líder da oposição Maria Corina Machado e os Estados Unidos ao suposto plano.
- O Fórum Penal indica 526 presos políticos na Venezuela até à última segunda-feira; a organização confirmou já ter libertado 639 pessoas desde 8 de janeiro, incluindo beneficiários da amnistia, enquanto o governo afirma que não há presos por motivos políticos.
Entre a noite de sábado e a madrugada de hoje, a ONG CLIPP confirmou a libertação de 25 presos políticos em Caracas, sob a condição de medidas cautelares que obrigam a comparência mensal nos tribunais. A libertação resulta da aprovação da Lei de Amnistia, que não beneficia todos os detidos relacionados com casos políticos.
A CLIPP explica que os libertados pertencem à chamada causa dos 43, associada a uma alegada conspiração para realizar uma série de atentados no país. Em Zona 7, permanece detido um grupo ligado a planos considerados terroristas, segundo a organização de familiares de presos políticos.
Segundo o ministro do Interior, Diosdado Cabello, pelo menos 15 pessoas foram detidas no âmbito desse caso, em relação a Maria Corina Machado, líder da oposição e Prémio Nobel da Paz 2025, e aos Estados Unidos. O Fórum Penal aponta 526 presos políticos na Venezuela até à última segunda-feira, número contestado pelo governo.
Na sexta-feira, o Tribunal Legislativo, sob controlo chavista, informou que 7654 pessoas foram beneficiadas pela Lei de Amnistia, incluindo 247 detidas e 7407 com medidas cautelares. A amnistia abrange 27 anos, desde 1999 até fevereiro de 2026, mas envolve apenas 13 factos ocorridos em 13 anos.
O Fórum Penal, que lidera a defesa desses presos, confirmou ter assistido à libertação de 639 pessoas desde 8 de janeiro, incluindo beneficiários da Lei de Amnistia, segundo o seu diretor, Alfredo Romero.
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