- A Amnistia Internacional alerta para assassinatos ilegais em massa durante os protestos antigovernamentais no Irão, iniciados a 28 de dezembro, com pelo menos 2.000 mortos segundo a organização.
- A AI aponta repressão em grande escala com uso de armas por forças de segurança, apoiada por vídeos verificados e testemunhos oculares.
- Exige aos Estados-membros da ONU medidas imediatas, incluindo sessões especiais no Conselho dos Direitos Humanos e no Conselho de Segurança, além de considerar mecanismos de justiça internacional e o Tribunal Penal Internacional.
- Destaca dificuldade de aferir os números oficiais devido à repressão, internet bloqueada, com milhares de feridos, mais de 10 mil detidos e dezenas de cidades afetadas.
- O Irão tem visto protestos desde 28 de dezembro, descritos como a repressão mais sangrenta até hoje, com o governo a enfrentar críticas internacionais; o líder levanta preocupações sobre desfechos.
A Amnistia Internacional (AI) alerta para assassinatos ilegais em massa durante os protestos antigovernamentais no Irão, ocorridos desde 28 de dezembro. A organização pediu aos Estados-membros da ONU que tomem medidas para impedir mais derramamento de sangue.
Em comunicado, a AI afirma possuir vídeos verificados e testemunhos que apontam para uma repressão generalizada, com o objetivo de esmagar uma revolta maioritariamente pacífica. A organização cita já uma estimativa de pelo menos duas mil vidas perdidas.
A AI sublinha que as forças de segurança têm atuado em ruas, telhados e espaços próximos a residências, mesquitas e esquadras, com uso de armamento de fogo. Relata ainda serviços clínicos sobrecarregados e famílias à procura de entes queridos desaparecidos, junto a morgues cheias.
Contexto dos protestos
Desde o início da vaga de manifestações, o Irão passou a registar intensificação da repressão por parte do líder supremo e das autoridades de segurança. Relatos apontam também para a criminalização de manifestantes e para denúncias de execuções extrajudiciais.
As estimativas de mortos variam entre organizações de direitos humanos, indo de 2.500 a 12.000, com milhares de feridos e cerca de 10 mil detidos. A ausência de números oficiais complica a verificação, agravada pelo bloqueio generalizado de internet no país.
A AI recomenda ações imediatas da ONU, incluindo sessões especiais no Conselho de Direitos Humanos e no Conselho de Segurança, bem como o estabelecimento de mecanismos de justiça internacional para investigações criminais e julgamentos céleres, com possível recurso ao Tribunal Penal Internacional.
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