- Vladimir Putin disse ainda esperar um acordo de paz o mais depressa possível para o conflito na Ucrânia e normalizar relações com a Europa.
- O discurso ocorreu numa cerimónia no Kremlin, dirigida a dez embaixadores europeus que apresentaram credenciais.
- O presidente russo afirmou que o diálogo com a Europa foi reduzido ao mínimo e que as relações ficaram congeladas, sem culpa atribuível a Moscovo.
- Putin mencionou que as relações com cada país presente, incluindo Portugal, têm raízes históricas profundas e exemplos de cooperação benéfica.
- O Kremlin não confirmou a chegada anunciada de envios da Casa Branca para discutir o plano de paz de Donald Trump, nem revelou apoio ao envio de tropas estrangeiras, caso incluíssem militares de países do Sul Global.
Vladimir Putin indicou que ainda espera um acordo de paz o mais depressa possível para o conflito na Ucrânia e a normalização das relações com a Europa, que descreveu como reduzidas ao mínimo. A afirmação foi feita numa cerimónia no Kremlin, onde o presidente russo recebeu credenciais de dez embaixadores europeus. O encontro ocorreu esta quinta-feira, em Moscovo, no contexto de negociações diplomáticas em curso.
Putin sublinhou que o diálogo entre a Rússia e a Europa sofreu uma redução significativa, não por culpa russa, e manifestou a esperança de que as relações evoluam para uma comunicação normal e construtiva, baseada no respeito pelos interesses nacionais e nas preocupações de segurança. O chefe de Estado destacou que a Rússia vê raízes históricas profundas nas relações com cada país presente na cerimónia, incluindo Portugal, e lembrou parcerias passadas que vão ao encontro de cooperação cultural e económica.
O líder russo referiu ainda que, para alcançar uma solução pacífica para o conflito na Ucrânia, é preciso consolidar condições que conduzam a uma paz duradoura que garanta segurança a todos. Criticou, contudo, a posição de Kiev e de países ocidentais que apoiam a Ucrânia, insinuando resistência à normalização. A declaração ocorreu num momento em que o Kremlin não confirmou, nem negou, a possível vinda de enviados da Administração norte-americana para discutir o plano de paz.
Contexto diplomático
Antes das declarações de Putin, o porta-voz do Kremlin afirmou concordar com a avaliação de que o principal obstáculo à paz é o líder ucraniano Volodymyr Zelensky, comentário feito a propósito de declarações do então presidente norte-americano. Dmitri Peskov, em conferência de imprensa, afirmou que a situação se agrava para Kiev e que a janela de decisão se está a fechar.
Entretanto, a imprensa internacional reportou, sem confirmação oficial de Moscovo, uma possível visita de Steve Witkoff e Jared Kushner a Moscovo para discutir o plano de paz do ex-presidente Donald Trump. O Kremlin não confirmou o envio de tropas estrangeiras ao território ucraniano, nem a inclusão de militares de países do Sul Global, como a China, em tal regime.
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