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Desporto Mundial prevê receitas anuais de 3,7 mil milhões de euros em 2030

Relatório do Fórum Económico Mundial antecipa crescimento de até dez por cento até 2030, com receitas de cerca de 3,19 biliões de euros, ante riscos climáticos

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Desporto Mundial deverá atingir receitas anuais de 3.7 biliões de euros em 2030
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  • O relatório Sports for People and Planet, divulgado pelo Fórum Económico Mundial, antecipa um crescimento de cerca de 10% e receitas anuais de 3,19 biliões de euros em 2030, com 7,58 biliões em 2050.
  • O setor já gera aproximadamente 1,9 biliões de euros hoje, impulsionado por turismo desportivo, desporto como classe de ativos, desporto feminino e mercados emergentes.
  • O turismo desportivo representa 60% do aumento esperado até 2030; em 2025, os custos globais de viagens situaram-se próximo dos 10%.
  • O desporto feminino pode chegar a 2,02 mil milhões de euros em 2025, sustentado principalmente pelo futebol e basquetebol, que sozinhos representam cerca de 80% dessa receita.
  • Mercados emergentes, como América Latina, África e Médio Oriente, registam as maiores perspetivas de crescimento; Índia pode investir 111 mil milhões de euros até 2030 e a China aposta em 825 mil milhões, enquanto fatores como sedentarismo e riscos climáticos podem reduzir até 14% as receitas até 2030.

O desporto mundial deverá atingir receitas anuais de cerca de 3,7 biliões de euros em 2030, segundo o relatório Sports for People and Planet, elaborado pelo Fórum Económico Mundial. O estudo aponta um crescimento de 10% nos próximos anos, com 2030 estimado em 3,19 biliões de euros e 2050 em 7,58 biliões.

Atualmente, o setor move-se principalmente através de quatro pilares: turismo desportivo, desporto como classe de ativos, desporto feminino e mercados emergentes. O primeiro representa 60% do aumento até 2030, com custos de viagens globais de cerca de 10% em 2025, exemplo da Maratona de Nova Iorque com mais de 17 mil atletas.

Tópicos-chave do relatório

A consolidação do desporto como ativo global deve-se ao potencial de valorização de ativos, novos modelos financeiros e à ligação entre desporto, meios de comunicação, entretenimento e tecnologia. O desporto feminino pode chegar a 2,02 mil milhões de euros em 2025, impulsionado principalmente pelo futebol e basquetebol, que respondem por 80% dessa receita.

Mercados emergentes, como América Latina, África e Médio Oriente, registam as maiores taxas de crescimento no segmento de artigos desportivos, com aumentos anuais de dois dígitos na década seguinte. Índia e China aparecem entre os maiores promotores de investimento, com 111 mil milhões de euros até 2030 na Índia e 825 mil milhões na China.

Fatores de risco e oportunidades

O sedentarismo, com 80% dos jovens sem atividade física suficiente, e riscos climáticos podem reduzir até 14% das receitas globais até 2030. Fenómenos climáticos extremos e poluição afetam calendários e a atratividade para o público. A UE regista 37% de praticantes mulheres; EUA, 40%; Canadá, 45%.

As receitas com transmissão e patrocínios permanecem ligadas a atividades ao ar livre. No Reino Unido, por exemplo, más condições meteorológicas podem cortar perto de 368 milhões de euros por ano. O relatório aponta ainda obstáculos como falta de tempo, custos, instalações inadequadas e condições climáticas adversas.

Soluções propostas

A consultora Oliver Wyman e o Fórum Económico Mundial sugerem três caminhos: gerir recursos para reforçar a resiliência empresarial, com uma gestão integrada da água; posicionar o desporto como eixo de planeamento urbano sustentável e valorização de espaços verdes; e mobilizar investimentos por meio de parcerias estratégicas.

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