- Crans-Montana candidata-se aos Jogos Olímpicos de Inverno de 2038, com as provas de esqui alpino previstas para a estância do cantão de Valais.
- O plano prevê que St. Moritz e Engelberg recebam a maioria das provas, Lenzerheide o biatlo e as principais cidades serem sedes, incluindo Genebra, Lausanne, Zurique e Lugano.
- Se o COI aprovar, serão os primeiros Jogos em que a sede é um país inteiro.
- O incêndio no Le Constellation no fim de ano vitimou 40 pessoas e feriu 116, maioritariamente adolescentes.
- A origem do fogo aponta para velas pirotécnicas acesas em garrafas de champanhe junto de espuma inflamável; Crans-Montana admite não ter feito controlos entre 2020 e 2025, com potencial responsabilidade.
Crans-Montana apresentou-se como candidata a acolher os Jogos Olímpicos de Inverno de 2038, com as provas de esqui alpino previstas para a estância do cantão do Valais. A apresentação visa integrar as infraestruturas suíças na candidatura única.
A estância de Crans-Montana ficou recentemente em evidência após o incêndio de fim de ano que vitimou 40 pessoas e feriu 116, a maioria jovens. O incidente ocorreu num espaço de diversão noturna da área, gerando um impacto imediato na organização da candidatura.
O projeto helvético prevê que as provas se distribuam por várias cidades, com Crans-Montana a acolher o esqui alpino. St. Moritz e Engelberg ficariam com a maior parte das provas, Lenzerheide com o biatlo, e várias cidades sediariam outras modalidades.
Contexto da candidatura
Genebra receberia curling e patinagem de velocidade, Lausanne assumiria patinagem artística e corridas em pista curta, enquanto o hóquei no gelo seria partilhado por Zurique, Zug e Lugano. Se aprovados pelo COI, serão as primeiras Olimpíadas realizadas num país inteiro.
No balanço do desastre, além das vítimas suíças, registaram-se cidadãos franceses, italianos e uma portuguesa entre os feridos e falecidos. A identificação teve destaque na cobertura internacional dos casos.
O incêndio no local denominado Le Constellation terá tido origem em velas pirotécnicas acesas em garrafas de champanhe colocadas perto do teto, revestido por espuma inflamável. Em minutos, o espaço foi devastado, atingindo sobretudo a cave onde estavam jovens.
O município de Crans-Montana reconheceu falhas na ausência de inspeções no local entre 2020 e 2025, o que poderá levar a responsabilidades administrativas. As autoridades prometem iniciar investigação e tomar medidas preventivas.
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