- A piloto portuguesa Maria Luís Gameiro, do Mini, diz ter sido bem recebida na 48.ª edição do rali Dakar, em Riade, mas nota que há pilotos homens que não gostam de ser ultrapassados por um carro cor-de-rosa.
- Em entrevista à agência Lusa no bivouac do Dakar, a piloto afirma que faltam apoios para haver mais mulheres a competir, admitindo também uma componente cultural na diferença de oportunidades.
- Gameiro lidera a Taça das Senhoras nesta edição e destaca que, em pista, a atitude dos pilotos masculinos muda quando percebem que o carro é cor-de-rosa.
- A piloto de 47 anos recorda que ainda há perguntas sobre a sua participação e que as menores oportunidades contribuem para a falta de apoios, apesar de ter sido bem recebida pela comunidade local.
- No momento, Gameiro ocupa o 60.º lugar na classificação geral dos automóveis, a 5:22,40 horas do líder, Nasser Al-Attiyah, com o rali a prosseguir no domingo, após o dia de descanso.
A piloto portuguesa Maria Luís Gameiro, de equipa Mini, participa na 48.ª edição do Dakar Trosion. Em Riade, durante o dia de descanso da prova, descreve a receção às mulheres e os obstáculos que persistem, principalmente em pista.
Apesar de o ambiente ser, segundo a piloto, bastante acolhedor no início, com poucas profissionais a competir, as corridas revelam uma atitude diferente entre homens e mulheres quando se está em ação. Gameiro lidera a Taça das Senhoras.
Ela aponta que há menos apoios para entrar no rali. A cultura local ajuda, mas persiste uma barreira de género que dificulta o aparecimento de mais condutoras, especialmente pela falta de patrocínios e oportunidades.
A piloto de 47 anos detalha que, fora da bolha do Dakar, tem recebido receptividade positiva em cidades como Jeddah, com apoio ao longo da prova. Em caso de acidente, notas de solidariedade também foram visíveis entre o público.
No que diz respeito à participação, Gameiro está no 60.º lugar na classificação geral dos automóveis, a 5:22.40 horas do líder, Nasser Al-Attiyah. O dia de descanso antecede a tirada entre Riade e Wadi Ad Dawasir, com 462 quilómetros cronometrados.
Desafios e perceção social
A piloto sublinha a necessidade de respeito entre culturas e afirma que não basta impor modelos ocidentais. A evolução é lenta, mas há vontade de abrir o mundo aos direitos das mulheres, segundo a própria atleta.
Perspectivas para as próximas etapas
A prova retoma no domingo, com a expectativa de manter a competitividade entre as piloto, enquanto se reforçam as vozes por maior apoio institucional e privado às atletas neste desporto.
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