- O presidente do FC Porto, André Villas-Boas, afirma que o mercado de transferências é difícil, destacando que o clube vende talento, mas é exigente nas negociações.
- O processo de aquisições começa com scouting e uso de novas tecnologias, dados e inteligência artificial para identificar jogadores, seguindo depois contacto com agentes para avaliar interesse e condições.
- O FC Porto tenta manter uma imagem de marca forte, procurando não vender a qualquer preço e assegurando que talentos que saem vencem em campeonatos europeus, sem prejudicar a reputação do clube.
- A temporada 2025/2026 é vista como bem-sucedida, fruto de longas reuniões para tornar o clube mais atrativo a talentos, com várias negociações complexas a decorrer.
- A contratação mais difícil acabou por ser a de Samu, fechada em vinte e quatro horas após a transferência para Chelsea não se confirmar, com o acordo selado junto do Atlético de Madrid; outras negociações de 25/26 tiveram histórias específicas envolvendo Franculino e Kiwior.
O presidente do FC Porto, André Villas-Boas, descreve o mercado de transferências como uma área de grande complexidade e desgaste. Em entrevista ao YouTube, ele explica o processo que orienta as contratações do clube. O foco está na gestão de talentos e na imagem da marca Porto.
Villas-Boas aponta que o scouting é o ponto de partida. Utiliza listas por posição, geridas com apoio de tecnologia, dados e inteligência artificial. O contacto inicial costuma ser feito via agentes, devido às regras do futebol profissional.
O dirigente destaca que o clube não negocia diretamente com jogadores. O agente funciona como ponte para alinhar interesses, projetos, condições económicas e a possibilidade de futuras mais-valias. Tudo antes de avançar para negociações formais.
No olhar do presidente, o Porto sabe que é um clube vendedor exigente. A marca Porto deve garantir que os talentos saem para os melhores campeonatos europeus, sem comprometer a reputação. O objetivo é manter o valor da instituição.
Sobre o ciclo de contratações da época 25/26, Villas-Boas destaca o esforço coletivo. Foram muitas reuniões para tornar o Porto mais atrativo a talentos de topo, com foco em persuasão e planejamento antecipado.
A título de exemplo, o presidente cita contratos que exigiram rapidez e sigilo. A transferência de Samu foi fechada em 24 horas, após um impasse com o Chelsea. O negócio teve lugar em Madrid, com o Atlético a acolher o acordo.
Acompanharam-se outras histórias, como a de Franculino e a tentativa frustrada na Bundesliga, e a situação de Kiwior, com negociações condicionadas pela saída de um jogador para o Arsenal. Cada caso mostrou a natureza singular do mercado portista.
A entrevista reforça a ideia de que o FC Porto é um clube com identidade forte, histórico de títulos nacionais e internacionais, e uma postura exigente nas negociações. O clube vê no talento surgido no seu seio uma fonte de renovação constante.
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