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Tavares critica orçamento do Benfica para modalidades: falta de leitura

Antigo vice-presidente do Benfica critica o orçamento das modalidades, acusa dispersão de recursos e pede maior investimento em andebol, basquetebol e voleibol

Fernando Tavares
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  • Fernando Tavares, antigo vice-presidente do Benfica, criticou, no LinkedIn, o orçamento para a época 26/27, referindo “ausência de leitura e de coragem”.
  • Afirmou que, sem a dispersão de recursos para um ecletismo excessivo, o clube estaria a festejar entre oito a nove títulos em dez.
  • Destacou que andebol, basquetebol, voleibol masculino e voleibol feminino precisam de mais investimento; o futsal feminino também deve ser reforçado.
  • Avisou que não é possível aumentar o esforço orçamental acima de 27 milhões de euros e que é necessário reduzir custos nas modalidades menos expressivas.
  • Concluiu que ignorar esta realidade é iludir os sócios, apontando novamente a falta de leitura e de coragem.

Fernando Tavares, antigo vice-presidente do Benfica, criticou publicamente o orçamento para as modalidades, após o bicampeonato no futsal. O comentador afirmou que a teimosia na dispersão de recursos impede investimentos marginais que poderiam elevar o desempenho.

Segundo o ex-dirigente, o Benfica manteria entre 8 a 9 títulos em 10 se não houvesse dispersão de fundos em ecletismo. Tavares destacou a necessidade de distinguir ecletismo de dispersão financeira dentro do clube.

O responsável aponta que o orçamento para 26/27 apresenta o mesmo problema. Andebol, basquetebol, voleibol masculino e feminino exigem mais investimento, assim como o futsal feminino, vencedor recente.

Ele defende que, face ao teto de 27 milhões de euros, deve haver redução de custos em modalidades menos expressivas. A nível de mercado, a avaliação é de que a dimensão atual não sustenta novos aportes.

A denúncia chega numa altura em que a equipa de futsal ganhou o bicampeonato e o clube equaciona reforçar equipas com base no desempenho recente. A exigência é de maior alinhamento entre metas e recursos.

Para Tavares, é essencial uma leitura mais crítica da gestão orçamental e coragem para cortar custos onde não trazem retorno suficiente. O objetivo é melhorar o equilíbrio entre modalidades.

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