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Mauro Xavier critica gestão e inércia do clube

Sócio critica gestão e arbitragem por terem prejudicado o Benfica e defende uma reforma estrutural da arbitragem liderada pelos clubes, com maior voz dos sócios

Mauro Xavier
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  • Mauro Xavier criticou a gestão da última época e pediu uma maior afirmação do Benfica no futebol português durante a Assembleia Geral.
  • Referiu que, em 2025/26, o Benfica investiu mais de 130 milhões de euros em reforços, ficou em terceiro lugar e ficou a 8 pontos do campeão e a 2 do segundo.
  • Alertou para episódios de arbitragem que teriam condicionado a temporada e pediu uma resposta mais firme das instituições e do clube.
  • Propôs que o Benfica lidere uma reforma estrutural da arbitragem, reunindo clubes que defendem a verdade desportiva para aprovar mudanças.
  • Chamou a atenção para a rotatividade no desporto, solicitando uma estratégia clara para o futuro e destacando conquistas de outras modalidades, como futebol feminino, hóquei em patins e râguebi.

Mauro Xavier interveio na Assembleia Geral do Benfica com críticas à performance da época anterior e com um apelo à atuação mais firme do clube no panorama do futebol português. Nos números de 2025/26, o Benfica investiu mais de 130 milhões de euros em reforços, terminou em 3.º, a 8 pontos do campeão e a 2 do 2.º classificado.

O sócio destacou que, apesar do maior investimento, os resultados desportivos não acompanharam, apontando falhas de preparação, execução e gestão. Acrescentou, no entanto, que as falhas internas não justificam a pressão externa sobre o clube, defendendo uma resposta mais eficaz das instituições do futebol.

Mauro Xavier lembrou episódios de arbitragem que, na sua perspetiva, condicionaram a época. Referiu a final da Taça de Portugal de 2024/25 e sustentou que faltou uma reação firme por parte das instituições e do próprio clube. Pediu aos dirigentes para ouvirem os sócios e assumirem uma posição mais atuante na defesa do Benfica.

Reforma da arbitragem

O associado defendeu que o Benfica lidere um movimento para uma transformação estrutural do atual modelo de arbitragem. Propôs a reunificação de clubes que defendem a verdade desportiva para aprovar uma reforma, afirmando que esse peso institucional deve ser usado de forma construtiva.

Na área desportiva, destacou a mudança frequente de responsáveis na estrutura do futebol profissional, apontando que Marco Silva será o 6.º treinador em 5 anos desta Direção. Mencionou alterações na direção desportiva e no scouting, afirmando que foram tratados apenas os sintomas.

Solicitou uma estratégia clara para o futuro, questionando o que será feito de diferente e pedindo transparência aos sócios sobre o modelo desportivo. O objetivo, segundo o sócio, é evitar um ciclo sem vitórias em cinco anos e reforçar o planeamento para o próximo triénio.

Apesar das críticas, o discurso reconheceu conquistas noutras áreas, como o campeonato nacional de futebol feminino e o domínio das modalidades femininas de pavilão, com 14 dos 22 títulos nacionais em disputa. Também elogiou o hóquei em patins pela conquista do 25.º campeonato nacional e o râguebi pelo regresso aos títulos, após 25 anos.

O interveniente dirigiu-se, ainda, ao presidente do Benfica, pedindo que as mensagens de melhoria para a nova época sejam acompanhadas de ações concretas. Aprecia o clube como mais forte, mantendo a confiança de que é possível vencer.

No final, Xavier apelou à união dos sócios para apoiar e defender o clube, sublinhando que a participação ativa é essencial para o futuro do Benfica.

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