- O selecionador espanhol estabelece um sistema interno de multas para pontualidade e hora de recolher, vigente desde o Euro 2024, com 1.000 euros de base por atraso em palestra e 100 euros por minuto adicional (200 euros por minuto num dia de jogo).
- O toque de recolher está fixado às 02h00.
- Durante o Europeu de 2024, a soma das multas chegou a 80 mil euros, perdoada depois do golo de Mikel Oyarzabal que deu o título a Espanha.
- O balneário é gerido como uma “família” com regras próprias, incluindo vigilância sobre publicações nas redes sociais por parte dos capitães e dos mais jovens.
- O dinheiro das multas vai para causas beneficentes ou para presentear o staff que trabalha nos pormenores que não aparecem, e os capitães gerem o fundo comum. A Espanha empatou 0-0 com Cabo Verde na estreia do Mundial, jogando em Atlanta.
O treinador Luis de la Fuente mantém um código disciplinar interno na seleção espanhola, com multas financeiras associadas à pontualidade e à hora de recolher, vigente desde o Euro 2024. O sistema, descrito por Álvaro Morata e confirmado por Marcos Llorente, funciona como parte de uma gestão de grupo que a Federação vê como fundamental para a coesão.
Segundo o formato, qualquer jogador que se atrase a uma sessão tática paga 1 000 euros, acrescidos de 100 euros por cada minuto de atraso. Se o atraso ocorrer num dia de jogo, o valor por minuto sobe para 200 euros. O toque de recolher está fixado às 02h00. O dinheiro arrecadado é gerido por um fundo comum, pelos capitães, e distribuído após estágios ou grandes torneios.
Uma espécie de família com regras próprias
O conceito de família é central para o modelo defendido por De la Fuente, em que as multas visam manter a disciplina interna mais do que punir. Durante o Europeu de 2024, a soma das multas chegou a 80 000 euros, valor que acabou perdoado após o golo de Mikel Oyarzabal ter garantido o título a Espanha.
O contexto atual veio à tona após a derrota de estreia no Mundial 2026, quando a Espanha empatou 0-0 com Cabo Verde no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, no dia 15 de junho. A equipa dominou a posse (74%), mas não conseguiu transformar a pressão em golos diante do guarda-redes Vozinha, de 40 anos. De la Fuente apontou a falta de frescura e finura como fatores do resultado, destacando que a seleção soma 32 jogos sem perder.
Mudanças de comportamento fora de campo
Além das regras de horários, os capitães costumam alertar os jogadores mais jovens para evitar conteúdos nas redes sociais que gerem polémica, embora haja episódios de brincadeiras em grupos de WhatsApp da equipa. A imagem pública e os compromissos comerciais também são alvo de regras estritas: vestir o equipamento igual em todas as circunstâncias, evitar peças desalinhadas e respeitar as diretrizes de patrocínios.
O código disciplinar também pode levar a sanções por vestuário inadequado durante conferências, visitas ou refeições, com multas que podem chegar aos 1 000 euros. O registo financeiro é partilhado entre os capitães e, quando aplicado, o dinheiro é utilizado para fins beneficentes ou para apoiar o staff que trabalha nos bastidores, incluindo roupeiros, delegados e fisioterapeutas.
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