O Irão seguirá com restrições de entrada nos EUA para o Mundial, dois dias depois de um acordo-quadro entre Washington e Teerão. A federação iraniana reclama que as regras impedem a preparação da equipa. Vai apresentar queixa à FIFA.
O acordo assinado na quarta-feira, em Versalhes por Donald Trump, dos EUA, e Masoud Pezeshkian, do Irão, não alivia as restrições de imigração para os jogadores iranianos. A equipa não poderá entrar nos EUA além de um dia antes de cada jogo.
A FFIRI afirmou, em comunicado, que vai formalizar a queixa por vias da FIFA, alega violação do princípio de condições iguais entre as equipas. Diz que as restrições inviabilizam a preparação para o torneio.
Responsáveis norte-americanos confirmaram que os jogadores só podem entrar um dia antes de cada jogo e sair logo a seguir. O Irão pretendia chegar mais cedo a Los Angeles, mas o pedido foi recusado.
O seleccionador Amir Ghalenoei descreveu a equipa como oposta à opressão de que a acusa, após o empate com a Nova Zelândia. A deslocação da comitiva ocorreu apenas um dia antes do jogo inaugural.
O que pode fazer a FIFA?
A FIFA ainda não respondeu à queixa. A organização admite que a aplicação de regras de imigração é examinada apenas de forma limitada pela entidade, que não controla políticas de vistos nacionais.
As autoridades dos EUA continuam a gerir vistos para o evento, que decorre entre cidades norte-americanas, com o método de funcionamento já definido desde o início pelo governo.
Entre na conversa da comunidade