- A FIFA vetou perguntas em espanhol nas conferências antes do Brasil-Marrocos, citando falta de intérpretes disponíveis.
- Rodrigo Ornelas, da TV Azteca Deportes, perguntou em espanhol a Achraf Hakimi; o moderador explicou que não havia intérprete para traduzir a resposta.
- Hakimi respondeu em inglês após reformulação em castelhano, com o moderador indicando a língua a usar; o momento gerou a legenda viral “A FIFA não permite fazer perguntas em espanhol nos Estados Unidos”.
- Sergio Quirante, da DAZN, tentou perguntar em inglês a Vinícius Júnior; o atacante pediu que fosse em espanhol, mas a pergunta seguiu em inglês com tradução automática.
- O protocolo prevê perguntas em inglês e nas línguas das duas seleções; no Brasil-Marrocos houve intérpretes em inglês, português, árabe, francês e italiano, porém ninguém solicitou espanhol.
Na conferência de imprensa anterior ao Brasil-Marrocos, realizada no estádio MetLife, em Nova Jérsia, surgiu uma interrompação por conteúdo linguístico. Rodrigo Ornelas, da TV Azteca Deportes, dirigiu-se em espanhol a Achraf Hakimi, mas o moderador da FIFA vetou a pergunta nesse idioma por falta de intérprete disponível.
Hakimi, nascido em Madrid, tentou responder em espanhol, mas o moderador explicou que o problema não era a compreensão, e sim a ausência de tradutor para todos os jornalistas presentes. O jogador perguntou em que língua devia responder e recebeu a indicação de inglês, sem que estivesse assegurado tradutor para o espanhol.
Ornelas reformulou a intervenção para castelhano e Hakimi seguiu em inglês após confirmação da língua. Nas redes, circulou o vídeo com a mensagem de que a FIFA não permite perguntas em espanhol nos Estados Unidos. O episódio reacendeu o debate sobre o peso do idioma num Mundial com organização partilhada entre México, EUA e Canadá.
Protocolo e impactos
A FIFA permite perguntas em inglês e nas línguas das seleções envolvidas em cada encontro, com tradutores a concurso prévio. No Brasil-Marrocos, estavam disponíveis intérpretes de inglês, português, árabe, francês e italiano, mas ninguém pediu espanhol. O protocolo procura facilitar a tradução simultânea entre jornalistas de várias nacionalidades, mas não abrange todas as línguas possíveis.
A escolha de idiomas pratica a inclusão, mas também provoca paradoxos: o espanhol é língua oficial de um dos anfitriões e é falado por milhões de pessoas nos EUA, onde o torneio decorre. Em Guadalajara, o espanhol já foi utilizado em outros jogos, mas não houve universalização para todas as partidas em território norte-americano.
Repercussões entre jogadores e técnicos
No momento, Hakimi mostrou disponibilidade para responder em castelhano, e Vinícius Júnior pediu que a pergunta fosse feita em espanhol, recebendo a opção de inglês apenas após a tradução. Carlo Ancelotti, treinador da seleção brasileira, revelou traços de portuñol em expressões rápidas, destacando a proximidade com o idioma no contexto da conferência.
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