- Comunidades mexicanas transformam espaços improváveis em campos de futebol, unindo gerações fora dos estádios oficiais.
- A fotógrafa Raquel Cunha, da Reuters, passou três meses a capturar jogos amadores na Cidade do México e noutras regiões do país.
- Foram selecionados 15 locais para fotografar com drone, incluindo campos dentro de crateras e áreas urbanas de Monterrey e Tlatelolco.
- Exemplos: Campo dos Deuses na cratera do vulcão Teoca; campo pintado no complexo de Tlatelolco para a comunidade LGBTQA+; e campos em Cuemanco, Ecatepec e Rochedo de Monterrey.
- Os eventos ocorrem principalmente aos domingos, com jovens e famílias a participar em ligas amadoras locais.
O que aconteceu: uma fotógrafa da Reuters registou jogos amadores em espaços improváveis no México, como campos situados em crateras, chinampas e comunidades urbanas. A ação ocorreu ao longo de três meses, sobretudo aos domingos, quando há mais atividades. O objeto é mostrar como o desporto persiste para lá dos estádios oficiais.
Quem está envolvido: Raquel Cunha, fotógrafa da Reuters, é a autora das imagens. As cenas destacam jogadores, treinadores e famílias que acompanham as partidas em várias regiões do país. Em Monterrey, na Cidade do México e em zonas exteriores, surgem equipas com ligações comunitárias fortes.
Quando e onde: o registro cobriu a Cidade do México, Monterrey e Cuemanco, entre outros locais, ao longo de cerca de 90 dias. Os jogos decorrem em locais inusitados, desde crateras vulcânicas até zonas ribeirinhas e complexos habitacionais, sempre aos domingos.
Porquê: o objetivo é documentar a forma como comunidades valorizam o futebol, integrando gerações e identidades. A série de imagens realça a diversidade de cenários, mostrando a prática aberta em ambientes urbanos e rurais.
Locais improváveis e formatos de jogo
Drons captam campos como o Campo dos Deuses, no interior da cratera do vulcão Teoca, a mais de 2700 metros de altitude. Em Monterrey, aparecem campos sintéticos em complexos habitacionais e bairros históricos com canais.
Persistência comunitária
Em Cerro de la Campana, a equipa Pandilleros treina antes da meia-final frente aos Bandoleros, num recanto de Monterrey. Jogadores jovens repetem jogadas sob a observação de familiares, num ritual dominical comum.
Campos de solidariedade
No complexo de Tlatelolco, o grupo Sharks organiza jogos para promover a prática desportiva junto da comunidade LGBTQA+. A presença de público evidencia o papel social do futebol fora das grandes arenas.
Perspetiva institucional e histórica
As imagens incluem também o Estádio Olímpico Universitário da UNAM e o estádio Neza 86, referências históricas que contrastam com os espaços adaptados para o jogo diário. A reportagem sublinha a convivência entre tradição e inovação.
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