- Henrique Jones, ex-médico da seleção, diz que Portugal costuma falhar em Mundiais fora da Europa e aposta em inverter a tendência no Mundial de 2026.
- O Mundial de 2026, com 48 seleções pela primeira vez, realiza-se entre 11 de junho e 19 de julho, em organização tripartida Estados Unidos, México e Canadá.
- Portugal integra o Grupo K, enfrentando a Colômbia em Miami e a República Democrática do Congo e Uzbequistão em Houston, todos os jogos a realizar em terras norte‑americanas.
- Jones destaca que os jogos de março com México (0-0, Azteca, altitude) e Estados Unidos (2-0, Atlanta) ajudaram na aclimatação física e psicológica da equipa.
- O selecionador Roberto Martínez pode gerir uma lista de 26 jogadores, com atenção à condição física e recuperação, à medida que o Mundial avança para fases mais decisivas.
Portugal continua a ver-se envolvido em uma tendência desvantajosa: ter desempenhos aquém fora da Europa nos Mundiais. Henrique Jones, ex-médico da seleção, aposta numa viragem na edição de 2026.
Jones, que coordenou o departamento clínico entre 2000 e 2014, aponta que Portugal dispõe de jogadores e de preparação, mas não consegue explicar o insucesso em provas além do continente, conforme a Lusa.
O Mundial de 2026 traz pela primeira vez 48 equipas e 104 jogos, com organização tripartida entre EUA, México e Canadá. O campeonato realiza-se de 11 de junho a 19 de julho.
Desempenho histórico da seleção
Portugal tem como melhor resultado um terceiro lugar em 1966, no Reino Unido. Reentrou no pódio em 2006, na Alemanha, com a quarta posição. Além disso, soma várias eliminações precoces em Mundiais fora da Europa.
O triunfo de 2022 no Qatar, com passagem aos quartos de final, representa o melhor desempenho fora do continente até então. Em 2010, 2014 e 2018 houve eliminações na fase de grupos ou nos oitavos.
Jones confia na experiência de jogos de preparação de março, frente ao México e aos EUA, para melhorar aclimatação, ambientação e confiança no conjunto orientado por Roberto Martínez.
A seleção defende o título da Liga das Nações no Grupo K, frente à Colômbia, República Democrática do Congo e Uzbequistão, em cidades como Houston e Miami.
Preparação e gestão da equipa
Portugal pode explorar o período inicial para testar titulares e ajustar a preparação física e psicológica. Segundo Jones, há ferramentas médicas que ajudam a comparar desempenho físico entre posições.
A convocatória de 26 jogadores facilita a gestão conforme a dificuldade da competição. A equipa técnica, com apoio das áreas médica e fisiológica, deverá ajustar treinos e recuperação para fases mais exigentes.
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