- Árbitro somali Omar Artan regressou a Mogadíscio na quarta-feira, após ter a entrada recusada nos Estados Unidos antes do Mundial.
- Multidões receberam-no no Aeroporto Internacional Aden Adde, agitando bandeiras somalis e cartazes ao saírem do avião.
- Artan era considerado um dos árbitros mais conceituados e ia tornar-se no primeiro árbitro da Somália a apitar no Mundial.
- A alfândega dos Estados Unidos afirmou que a entrada foi recusada após uma inspeção de rotina, por preocupações com verificação de antecedentes; Artan foi levado para Istambul.
- Reações: Ian Wright questionou o espírito do futebol; Andrew Giuliani disse apoiar a decisão; Tedros Adhanom Ghebreyesus manifestou apoio a Artan.
O árbitro de futebol somali Omar Artan regressou a Mogadíscio na quarta-feira, após ter a entrada recusada nos Estados Unidos antes do Campeonato do Mundo da FIFA. Multidões aguardaram no Aeroporto Internacional Aden Adde, agitavam bandeiras e seguravam cartazes.
Artan, considerado um dos árbitros mais conceituados do mundo, esteve prestes a tornar-se no primeiro somali a apitar num Mundial. A recusa ocorreu no terminal de Miami, na semana passada, durante o processo de entrada no país.
A CBP indicou que, durante uma inspeção de rotina, Artan foi considerado inadmissível por questões relacionadas com a verificação de antecedentes e acabou por ser impedido de entrar, sendo encaminhado de volta ao exterior.
Um responsável próximo do regime norte-americano para o Mundial, Andrew Giuliani, afirmou que a recusa surgiu de uma razão muito válida, sem detalhar informações adicionais.
As reacções ao caso incluíram críticas no mundo do futebol. Personalidades como Ian Wright questionaram se a decisão respeitava o espírito do torneio, referindo-se ao que chamou de uma “Copa do Mundo do caos”.
O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, manifestou apoio a Artan, sugerindo que a história do árbitro no palco mundial não termina ali.
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