- A Assembleia Geral Extraordinária aprovou a chave de distribuição dos direitos audiovisuais da Liga, com 80 por cento dos votos a favor.
- O presidente da Liga Portugal, Reinaldo Teixeira, considerou o momento histórico e destacou a importância do montante e da forma de o distribuir, sem saber quais clubes votaram contra.
- A proposta reduz o diferencial entre quem recebe mais e menos de 14,4 para 7,3, com perspetiva de chegar a 4,5 na próxima revisão e um ciclo de renegociação de cinco anos.
- A chave de distribuição baseia-se em cinco pilares: equidade, desempenho desportivo, infraestruturas, social e qualidade audiovisual, ligando o ganho ao desempenho, estádio cheio e produção de imagem.
- Reinaldo Teixeira afirmou que, embora todos queiram mais, o acordo deve valorizar o produto e atrair investidores nacionais e internacionais, mantendo a indicação de que o Benfica e outros clubes poderão ver ganhos ajustados conforme o montante possível.
A Assembleia Geral Extraordinária da Liga Portugal aprovou a nova chave de distribuição dos direitos audiovisuais, com 80 por cento de votos a favor. A decisão visa estruturar o bolo de receitas e a forma de o distribuir entre clubes. O líder da Liga Portugal, Reinaldo Teixeira, considerou o momento histórico para o futebol profissional em Portugal.
O dirigente destacou que o valor total a distribuir e o método de repartição são os elementos centrais do acordo, sublinhando a necessidade de compromisso por parte das sociedades desportivas e da Liga. O voto foi secreto, pelo que não é possível confirmar quais clubes votaram contra entre os da 1.ª e 2.ª Liga.
Teixeira apontou que o Benfica e Nacional tinham posições públicas relevantes, mas insistiu que todas as partes contribuíram para o processo. Alega ainda que a proposta cria um leque de condições mais estáveis para renegociações futuras, com melhoria de valores para quem gere os maiores patamares de receita.
Estrutura e impacto económico
O presidente explicou que o diferencial entre quem recebe mais e menos passa de 14,4 para 7,3 na versão aprovada, com previsão de chegar a 4,5 na próxima revisão. O objetivo é criar um ciclo de renegociação de cinco anos, que garanta maior previsibilidade para investidores e para o produto televisivo.
A chave envolve cinco pilares: equidade, desempenho desportivo, infraestruturas, envolvimento social e qualidade audiovisual. Segundo o responsável, quanto melhor for a produção de imagem e o desempenho desportivo, maior será o ganho para os clubes, com o efeito de atrair maior audiência nos estádios.
Teixeira confirmou que não houve definição de valores de venda para já, realçando que a prioridade é apresentar um bolo total maior e condições de negociação atrativas. Comparou a situação da liga portuguesa com os market shares de Espanha e Inglaterra para evidenciar o potencial de crescimento.
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