- O inspetor da Polícia Judiciária e Adriano Quintanilha vão a julgamento em outubro por alegadamente terem criado um Código de Conduta falso para isentarem Quintanilha e a Associação Calvário Várzea de responsabilidades no caso da W52-FC Porto.
- O julgamento está marcado para as 10:00 de 07 de outubro no Tribunal de Felgueiras, no distrito do Porto.
- A acusação sustenta que o plano visava distanciar Adriano Quintanilha e a associação do inquérito do processo Prova Limpa, criando um documento datado antes de abril de 2022 que alegadamente desconhecia as práticas de dopagem.
- O documento foi distribuído ao diretor desportivo e aos ciclistas para assinatura, com Quintanilha a alegar que salvaguardava a equipa, e com um ciclista alegadamente a assinar sob ameaça.
- O empresário, de 73 anos, e o inspetor da PJ, de 57, são acusados de falsificação de documento; Quintanilha enfrenta também queixa de coação, e o inspetor de favorecimento pessoal. No processo principal, Quintanilha e Nuno Ribeiro já tinham sido condenados a quatro anos e nove meses de prisão pela dopagem, com recurso em curso.
Um inspetor da Polícia Judiciária (PJ) e Adriano Quintanilha, antigo presidente da associação Calvário Várzea e figura associada à W52-FC Porto, serão julgados em outubro por alegado planeamento para desresponsabilizar Quintanilha no caso de doping da equipa. O julgamento está marcado para as 10:00 de 7 de outubro, no Tribunal de Felgueiras, no distrito do Porto.
Segundo a acusação do Ministério Público, os arguidos criaram um Código de Conduta falso para atestar que Quintanilha e a associação desconheciam o esquema de doping em investigação no processo Prova Limpa. O documento, datado antecipadamente, seria apresentado aos ciclistas e ao diretor desportivo para distanciar a associação e Quintanilha do alegado envolvimento.
O MP sustenta que Adriano Sousa, de 73 anos, contactou um amigo da PJ, para partilhar o mesmo objetivo de proteger a associação. O inspetor da PJ, de 57 anos, terá topado com a ideia e ajudou a planear a entrega do documento ao diretor desportivo e aos ciclistas com data anterior à investigação. A finalidade era minorar as consequências penais para as partes ligadas à W52-FC Porto.
Enquadramento do caso
A acusação descreve que o planeamento incluiu a criação de um documento com cláusulas que afirmavam que o comportamento dos responsáveis da equipa violador das regras antidopagem teria sido aceito pela associação sem conhecimento. O código de conduta, elaborado em janeiro de 2022, foi apresentado aos signatários com data adulterada para parecer anterior às buscas da Operação Prova Limpa, em abril de 2022.
A investigação decorre das buscas realizadas em abril de 2022, no âmbito da Prova Limpa. O MP aponta que Quintanilha e a associação teriam tentado, com o documento, afastar responsabilidades legais e disciplinares. O caso envolve ainda o diretor desportivo Nuno Ribeiro e outros ciclistas, que teriam assinado o documento sob pressão ou com promessas de proteção.
No processo principal da W52-FC Porto, Quintanilha e Ribeiro já tinham sido condenados a penas efetivas de quatro anos e nove meses de prisão pela participação no esquema de doping, estando ambos a recorrer das decisões. A audiência de Felgueiras voltará a centrar-se na tentativa de desresponsabilização das entidades associadas.
Entre na conversa da comunidade