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Iker Casillas defende compensação após enfarte e diz não conseguir correr

Iker Casillas exige 3,7 milhões de euros a Fidelidade e ao FC Porto, alegando incapacidade para o trabalho após o enfarte de maio de 2019

Iker Casillas sofreu enfarte do miocárdio em 2019
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  • Iker Casillas reclama 3,7 milhões de euros em prestações por incapacidade para o trabalho, contra Fidelidade e FC Porto, numa ação em curso desde outubro de dois mil e vinte e um.
  • O enfarte do miocárdio ocorreu em maio de dois mil e dezenove, durante treino no FC Porto; a seguradora e o clube dizem não conseguir provar a relação direta com o esforço físico daquele dia.
  • A seguradora já terá transferido 1,5 milhões de euros, e o FC Porto afirma ter pago mais de 1 milhão de euros em salários durante o período de inatividade.
  • Casillas descreve que, sete meses depois do enfarte, já não consegue correr, apenas andar curtos trechos, e que os dias anteriores ao episódio não indicavam o que se viria a suceder.
  • Peritos divergem ao longo dos anos entre a defesa de Casillas e a Fidelidade; há opiniões favoráveis ao jogador, mas o processo seguiu para tribunal.

Iker Casillas defende receber 3,7 milhões de euros em prestações de incapacidade para o trabalho, após o enfarte do miocárdio sofrido em treino em maio de 2019, durante a sua passagem pelo FC Porto. O processo envolve a seguradora Fidelidade e o clube, em tribunal desde 2021.

O guarda-redes espanhol alega que o enfarte comprometeu permanentemente a sua capacidade desportiva e laboral. Durante o evento, que ocorreu no Olival, o centro de treinos do Porto, Casillas descreveu sentir-se sem conseguir respirar e com medo, após o aperto no peito.

Casillas já tinha exames médicos anteriores sem registos de problemas graves. A defesa argumenta que o contrato com o FC Porto deve manter o pagamento de indemnizações por incapacidade, incluindo a IPATH no valor de 2,5 milhões de euros, correspondente a 70% da remuneração até junho de 2021.

Processo e argumentos

A seguradora Fidelidade alega que não é possível provar que o esforço físico na altura causou a complicação de saúde que pôs fim à carreira. Peritos independentes apoiaram Casillas, mas o caso seguiu para tribunal devido à falta de acordo entre as partes.

A Fidelidade questiona ainda hábitos e atividades físicas do jogador nos anos anteriores ao enfarte, incluindo participação em jogos de veteranos. Casillas confirmou que participa apenas em partidas ocasionais de padel, mantendo um regime menos exigente que o praticado em dias de alto rendimento.

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