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Portugal chega às meias-finais do Mundial de 2006, quatro décadas depois

Portugal chega às meias-finais do Mundial de 2006 com equipa coesa e Ronaldo em estreia, caindo frente a França e depois ante a Alemanha

Portugal nas 'meias' do Mundial quatro décadas depois em 2006
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  • Em 2006, Portugal atingiu as meias-finais do Mundial, repetindo a presença de 1966, com derrota frente à França nas meias e à Alemanha no jogo de consolação.
  • A FIFA destacou a equipa como a mais entreteve da Alemanha, num coletivo forte e batalhador, com Ronaldo a estrear-se e Figo ainda presente, e com Maniche, Deco e Ricardo em destaque.
  • O trajeto passou por quatro vitórias na fase de grupos (Angola, Irão e México, e Países Baixos nos oitavos), seguido de um empate sem gols com Inglaterra nos quartos, vencido nos penáltis (3-1).
  • A qualificação para o Mundial decorreu sem derrotas, com Cristiano Ronaldo a ter sete golos e seis assistências na campanha de apuramento, apoiado por Pauleta que marcou na fase decisiva.
  • A formação lusa chegou à Alemanha com nove vitórias e três empates na qualificação, num grupo com Eslováquia, Rússia, Estónia, Letónia, Liechtenstein e Luxemburgo.

Portugal alcançou as Meias-Finais do Mundial 2006, quarenta anos depois, numa campanha marcada pela consistência e pelo pragmatismo. A seleção, treinada por Luiz Felipe Scolari, ficou atrás apenas de Itália, França e Alemanha.

A equipa lusa eliminou Inglaterra e Países Baixos nos oitavos de final, após vencer o Irão, Angola e o México na fase de grupos. O percurso terminou com duas derrotas: França nas meias e Alemanha no jogo de consolação.

A presença de Cristiano Ronaldo, então em estreia, e o papel coletivo foram cruciais. Pauleta destacou-se com golos, Superando o recorde de Eusébio ao fechar a qualificação com 11 tentos; Figo voltou na segunda metade, em despedida.

Desempenho e percurso

O conjunto português somou quatro vitórias seguidas, frente a Angola, Irão e México, mais a vitória sobre os Países Baixos nos oitavos. Contou ainda com um empate frente a Inglaterra nos quartos, decidido na lotaria de penalties.

A campanha manteve-se sólida mesmo sem exibições espetaculares, com a defesa firme e um meio-campo batalhador. Ricardo, com três defesas decisivas frente aos ingleses, foi destaque defensivo da equipa.

Destaques e recordes

Maniche marcou dois golos, Deco fez um, e Ricardo manteve a baliza inviolável frente a Inglaterra. A grande exibição de Ricardo ficou marcada pela série de defesas nos penalties, recorde mundial na altura.

A participação portuguesa ficou ainda marcada pela presença de Figo na segunda metade e pelo desempenho de Pauleta, que fechou a qualificação com 11 tentos, ultrapassando o recorde de Eusébio.

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