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Rui Alves e AG da Liga defendem votação simultânea da proposta do Nacional

Assembleia Geral da Liga debate a centralização dos direitos audiovisuais a partir de 2028/2029, com críticas à distribuição que pode favorecer alguns clubes

Rui Alves, presidente do Nacional
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  • A Assembleia Geral da Liga realiza-se na segunda-feira para discutir e votar a Chave de Repartição dos direitos audiovisuais, com voto secreto dos clubes.
  • O Nacional defende que a votação deve ocorrer em simultâneo e que a proposta do clube deve ser votada pelos 22 associados que o apoiam.
  • Rui Alves, presidente do Nacional, diz que a reunião é a mais importante da história do futebol em Portugal e recorda o Decreto‑Lei n.º 22B/2021, que centraliza os direitos a partir da época 2028/2029.
  • O dirigente critica a atual Chave de Repartição, alegando que não corrige desequilíbrios e tende a favorecer sempre os mesmos, apontando uma relação de uma para oito.
  • O Nacional apresentou uma exposição à Autoridade da Concorrência e avança que a sua proposta é de uma para quatro, com seis pilares de distribuição.

A Assembleia Geral da Liga realiza-se na segunda-feira para votar a Chave de Repartição dos direitos audiovisuais, um tema considerado pelo presidente do Nacional, Rui Alves, como o mais importante da história do futebol em Portugal. O objetivo é votar de forma simultânea a proposta apresentada pela sociedade desportiva que representa 22 clubes.

Alves recorda que o Decreto-Lei nº 22B/2021 impõe, a partir da época 2028/2029, a centralização dos direitos audiovisuais das competições profissionais. O objetivo legal é corrigir desequilíbrios, redistribuir receitas e assegurar a sustentabilidade das provas, enquadrando a aprovação da chave de repartição.

O presidente do Nacional afirma que a atual estrutura favorece determinados clubes e não garante uma base equitativa real nem condições de competitividade equilibrada. Critica ainda uma relação de 1 para 8 na repartição, que contraria a ambição de reduzir discrepâncias.

Ponto-chave: a proposta do Nacional

A proposta apresentada pelo Nacional é de 1 para 4, baseada em seis pilares de distribuição e em situações objetivas, sem depender de avaliações subjectivas. O objetivo é tornar o processo mais claro e interoperável entre as sociedades desportivas.

Alves sublinha que a votação deve ocorrer em simultâneo e por voto secreto, sob a orientação de um presidente da Assembleia Geral da Liga independente. O dirigente do Nacional alega que a solução deverá evitar lógicas de favorecimento a quatro clubes privilegiados.

O dirigente afirma que a governação pública, em 2021, não foi concebida para manter o atual desequilíbrio. O Nacional já apresentou uma exposição à Autoridade da Concorrência para retratar a sua perspetiva sobre a distribuição.

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