- A chave de repartição das receitas da centralização dos direitos audiovisuais da I e II Ligas será votada em 8 de junho, numa Assembleia Geral extraordinária da LPFP no Porto.
- A sessão terá como único ponto a apreciação do documento elaborado pela Liga Centralização, com início às 10:00, na sede da LPFP.
- A proposta prevê que, na primeira liga, 90 por cento dos valores vão para os clubes, enquanto na segunda liga ficam com 10 por cento.
- No escalão principal, 44,2 por cento do total dependem do desempenho desportivo (posição final, histórico e ranking da UEFA), 33,2 por cento ficam distribuídos igualmente entre clubes, e o restante destina-se a assistências, audiências, condições de transmissão e qualidade das infraestruturas.
- Se a centralização exceder 250 milhões de euros, até 275 milhões, metade do excesso vai para os três clubes que mais contribuíram para o ranking da UEFA, e o restante é dividido pelos outros clubes segundo os critérios já referidos.
A Assembleia Geral extraordinária da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) vai votar a chave de repartição das receitas da centralização dos direitos audiovisuais da I e II Ligas. A sessão está marcada para 8 de junho, no Porto, com o objetivo de aprovar o documento elaborado pela Liga Centralização.
A AG é acompanhada por controvérsia entre clubes. Além da proposta de repartição, deverá ser apresentada uma nova chave de distribuição defendida por um grupo liderado pelo Nacional. O FC Porto já anunciou que recorre aos tribunais caso a proposta da LPFP seja aprovada sem alterações.
A sessão, convocada pela Mesa da Assembleia Geral, tem início às 10:00 no auditório da sede da LPFP. O foco é definir como serão distribuídos os recursos a partir da época 2028/29, no contexto da centralização dos direitos de transmissão.
Contexto da centralização
Em dezembro de 2025, a chave de distribuição foi apresentada na Cimeira de Presidentes, diante de quase todas as entidades da I e II Ligas, com exceção das equipas B de Sporting, Benfica e FC Porto. A proposta inicial prevê que a maior fatia vá para os clubes da I Liga.
Forma de distribuição
Para a I Liga, 44,2% do montante depende do desempenho desportivo e do ranking UEFA. Outros 33,2% são distribuídos igualmente entre os clubes, com parcelas menores para assistências, audiências televisivas, condições de transmissão e qualidade operacional dos clubes. Se a centralização ultrapassar 250 milhões de euros, o excedente é repartido entre os clubes que mais contribuíram para o ranking.
Posições e reações
O presidente da LPFP, Reinaldo Teixeira, afirmou que a centralização deve concluir-se com sucesso e que há consciencialização entre as sociedades desportivas. O documento será submetido à Autoridade da Concorrência (AdC) até 30 de junho. O modelo tem gerado críticas, incluindo o posicionamento do Benfica e do Nacional, que apresentou uma alternativa.
Entre na conversa da comunidade