- A presidente da Associação Portuguesa de Defesa do Adepto (APDA), Martha Gens, chumbou a proposta da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) de um Cartão do Adepto.
- Gens questiona o regresso a uma ideia abandonada há cinco anos, agora com o nome de Fan ID.
- A APDA aponta preocupações e define como prioridades a regulação do preço dos bilhetes e a criação de zonas de safe standing.
- Enquanto o Governo discute câmaras de videovigilância com reconhecimento facial, a APDA mantém o foco nas suas bandeiras作为 prioridades.
- A APDA promete continuar a ser uma pedra no sapato para quem gere o futebol, defendendo menos custos para adeptos e mais segurança nos estádios.
Martha Gens, presidente da Associação Portuguesa de Defesa do Adepto (APDA), rejeita a proposta da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) de regressar com o Cartão de Adepto, hoje conhecido como Fan ID. A dirigente vinca que a APDA é contrária a este modelo, que considera uma reedição de uma ideia já abandonada há cinco anos. A entrevista foi publicada pela Record e aborda as prioridades da associação.
A líder da APDA aponta que o foco deve passar pela regulação do preço dos bilhetes e pela criação de zonas de safe standing, em vez de instrumentos que, na perspetiva da instituição, restringem liberdades. O debate em torno de instrumentos de identificação surge num contexto de discussões sobre videovigilância com reconhecimento facial no desporto.
A entrevista decorre num tom crítico em relação a políticas que, na visão da APDA, incentivam regras que afetam o acesso ao estádio sem solucionar problemas reais. A notícia descreve ainda que o Governo está a ponderar o uso de câmaras de videovigilância com reconhecimento facial, enquanto a APDA defende prioridades diferentes para a segurança e a acessibilidade.
Mudança de tema: posição da APDA sobre Fan ID
A APDA sustenta que o regresso de iniciativas como o Fan ID não resolve as questões estruturais do desporto, antes exigindo medidas de regulação de preços, transparência na venda de bilhetes e melhorias no ambiente de estádio. Segundo Martha Gens, é fundamental evitar soluções que possam limitar a participação de adeptos sem demonstrar benefício claro para a segurança.
A associação adianta que continuará a urna de propostas que visem tornar o desporto acessível a todos, mantendo o foco em segurança, inclusão e prevenção de comportamentos disruptivos. A entrevista reforça a posição de que o diálogo com autoridades e entidades desportivas deve manter o princípio de facilitar a presença de público, sem distorcer direitos dos adeptos.
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