- Pedro Valente, 27 anos, sofreu um acidente de moto a 11 de junho de 2021 que lhe deixou dificuldades de mobilidade no braço esquerdo e abaixo dos joelhos, levando-o a viver em cadeira de rodas durante anos.
- O atleta residente na Maia passou oito meses no Centro de Reabilitação do Norte e enfrentou vários meses de fisioterapia e treinos até tentar praticar desporto.
- Em janeiro passou a competir em karting adaptado, com o acelerador e o travão situados no volante, permitindo-lhe conduzir com as mãos. Ele deixou a cadeira de rodas em julho de 2025.
- A equipa de karting é composta por Pedro Valente, o rival convertido em colega Pedro Meireles e o treinador Paulo Moreira, que desenvolveu um apoio de pernas para maior segurança.
- A adaptação do karting demorou cerca de um ano, foi feita com tecnologia básica e busca oferecer conforto e possibilidade de competição para dois pilotos com diferenças físicas relevantes.
Pedro Valente superou um acidente de moto em 2021 e voltou a conduzir karting, integrando campeonatos da modalidade com um karting adaptado. Hoje, aos 27 anos, já deixou a cadeira de rodas em julho de 2025 e disputa corridas com acelerador e travão no volante.
No dia 11 de junho de 2021, a vida de Pedro mudou após sofrer a queda na via pública, saída do trabalho para casa. O acidente causou limitações no braço esquerdo e perda de sensibilidade nas pernas, alterando por completo a mobilidade.
O jovem, residente na Maia, descreve que a leitura médica foi direta: a recuperação seria longa e incerta. Depois de meses de fisioterapia, hospitalizações e oito meses no Centro de Reabilitação do Norte, decidiu tentar o karting adaptado.
Equipa e adaptação
A ideia ganhou forma em Itália, onde surgiu uma equipa com karting adaptado. Em janeiro, Pedro Valente entrou na modalidade com um dito karting onde o acelerador e travão ficam no volante e são operados pelas mãos, invertendo o arranjo tradicional devido à limitação do braço esquerdo.
Com apoio de Pedro Meireles, colega de equipa e antigo adversário, a dupla tem-se s orado na frente das corridas. Meireles, de 37 anos, diz que o desafio de acelerar e travar com as mãos é constante, mas os resultados da equipa têm sido promissores.
O responsável pela adaptação foi Paulo Moreira, treinador e responsável técnico. Desenvolveu ainda um apoio de pernas para salvaguardar a integridade dos pilotos em caso de queda, com uma duração de adaptação de cerca de um ano.
Valente e Meireles destacam que o karting adaptado permite competir em condições quase idêntas aos pilotos sem limitações, mantendo o foco na condução e na segurança. O objetivo é manter o estatuto competitivo e ambiciona-se vencer corridas futuras.
Paulo Moreira sublinha que a adaptação demonstra que tudo pode ser ajustado. O karting preparado para dois pilotos mostra que a diversidade de capacidades pode ser integrada, com conforto e segurança.
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