- Afonso Eulálio reconhece que perderá a camisola rosa para Jonas Vingegaard no contrarrelógio de 42 quilômetros da 10.ª etapa, mantendo apenas a hipótese de lutar por um top 10.
- Partindo com 2,24 minutos de vantagem sobre o campeão Vingegaard, admite que o contrarrelógio é o pior para ciclistas leves e que as suas hipóteses são baixas.
- O ciclista de 24 anos afirma que o objetivo inicial era ver o contrarrelógio como dia de descanso, mas agora precisa dar o máximo e decidir entre etapas ou um lugar entre os 10 na geral.
- Eulálio destaca que pretende, no mínimo, terminar a Volta a Itália e sonha com fechar no top 10 e ganhar uma etapa, mantendo o sonho de chegar ao top.
- Esteve já na liderança da maglia rosa após a fuga da quinta etapa, e sublinha que a preparação tem resultados positivos, contando com uma melhoria continuada da sua equipa e da sua forma até à etapa final em Roma.
Afonso Eulálio admitiu que dificilmente manterá a camisola rosa no contrarrelógio de 42 quilómetros da 10.ª etapa do Giro d’Italia, disputada em Lucca. O ciclista português, líder da geral, sabe que o panorama não favorece um atleta leve, mas pretende acautelar a posição na classificação geral.
Pouco antes da prova, Eulálio revelou que chegou ao Giro com o objetivo de trabalhar para a equipa e aproveitar as montanhas para brilhar. Agora, com 2.24 minutos de vantagem sobre Jonas Vingegaard, reconhece que o contrarrelógio pode decidir muito.
O atleta da Bahrain Victorious entende que o percurso é plano e de velocidade máxima, traços que não o favorecem. Ainda assim, mantém a motivação para lutar pelo top 10 e sonha com ganhar uma etapa, mesmo que o cenário atual seja complicado.
Perspectivas e leitura do futuro
O português confessa que esperava tratar o contrarrelógio como dia de descanso, mas o regresso ao Giro impõe outra realidade. Vai trabalhar para defender posições na montanha e analisar resultados após o crono para definir o plano até Roma.
Eulálio recorda que, no ano passado, desistiu da estreia na Volta a Itália a dois dias do fim. Sabe que esta edição tem como objetivo principal terminar a prova na totalidade, com foco em terminar entre os 10 primeiros.
O corredor de 24 anos tornou-se no segundo português a liderar o Giro por mais tempo, atrás apenas de João Almeida. A retirada da fuga que o catapultou à liderança ocorreu numa etapa marcada por subidas duras e ventos adversos.
A equipa Bahrain Victorious reforça que está preparada para a última fase da corrida. A última semana promete ser exigente, com uma formação focada em maximizar o desempenho coletivo até a chegada a Roma, no final de maio.
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