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Estrelas do ténis protestam contra prémios monetários de Roland-Garros

Tenistas de topo protestam contra prémios de Roland-Garros e exigem reforma da governação; anunciam possível boicote se não houver maior fatia de receitas

Aryna Sabalenka
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  • Um grupo de tenistas de topo, liderado por Jannik Sinner e Aryna Sabalenka, protesta contra os prémios monetários do Roland-Garros, a três semanas do início do torneio.
  • Foi anunciado um aumento de cerca de 9,5% nos prémios totais, para 61,7 milhões de euros, mas os atletas dizem que a fatia que lhes pertence deve subir.
  • Segundo os dados, a percentagem da receita destinada aos jogadores caiu de 15,5% em 2024 para 14,9% até 2026, apesar do novo total de prémios.
  • Sabalenka avisou que está preparado um boicote se não houver maior participação nas receitas geradas pelo torneio, numa intervenção ocorrida no seu 28º aniversário.
  • Os tenistas pedem 22% da distribuição, defendem maior transparência financeira e governança, e apontam a necessidade de melhorias em pensões e cuidados de saúde a longo prazo.

A direção de Roland-Garros enfrenta nova tensão entre os organizadores e os jogadores de topo. Um grupo liderado por Jannik Sinner e Aryna Sabalenka mostrou profunda decepção com os prémios previstos para a próxima edição do Grand Slam francês. O protesto acontece a três semanas do torneio.

Os atletas destacam que a participação nas receitas diretas diminuiu. Apontam que a fatia destinada aos jogadores caiu de 15,5% em 2024 para 14,9% até 2026, revelando desequilíbrios na partilha de lucros entre as partes.

Segundo dados apresentados, as receitas do torneio cresceram 14% em 2025 para 395 milhões de euros, enquanto o aumento dos prémios foi de 5,4%. Os tenistas defendem uma repartição mais justa do valor gerado pelos eventos.

Governação em foco

Aryna Sabalenka avisou que poderá ocorrer um boicote caso não haja melhoria na fatia de receitas, lembrando que sem os jogadores não haveria torneio. O grupo defende um modelo de governação mais justo e transparente.

O protesto surge após o anúncio de um aumento total de prémios para 61,7 milhões de euros, divulgado no mês anterior. Mantém-se a pressão sobre a Federação Francesa de Ténis e a gestão financeira associada ao evento.

Os signatários reiteram a exigência de participação ativa nas decisões que afetam as carreiras dos atletas, tema já indicado numa carta anterior. Novak Djokovic não integrou a nova nota, segundo a assessoria.

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